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Com Biblioteca, Prefeitura de Timon muda rotina na Jorge Vieira e ajuda em ressocialização

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Netinho, reeducando da Jorge Vieira. FOTO: Jefferson Lima

“Me sinto livre, meu corpo está preso, mas minha imaginação está solta, longe…”. A declaração é de um dos reeducandos da Unidade Prisional e de Ressocialização Jorge Vieira, em Timon. Essa expressão de Netinho, como gosta de ser chamado, diz muito de como a leitura pode transformar a vida de um ser humano. A Unidade Prisional conta com uma Biblioteca constituída através da Prefeitura de Timon, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, que ajuda no desenvolvimento de um Projeto de Leitura Interativa realizado pelo Governo do Estado dentro da unidade.

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Netinho, reeducando da Jorge Vieira. FOTO: Jefferson Lima

A ação da Secretaria de Direitos Humanos, em destinar a biblioteca à unidade prisional, viabiliza a ressocialização e reintegração social do detento e contribui com a sociedade de maneira geral. É o que afirma Daniel Coimbra, secretário de Direito Humanos de Timon. “É uma forma de reintegrar uma pessoa presa, que após cumprir a pena e conquistar a liberdade, volta a viver em sociedade de forma mais ressocializada. Temos projetos de ampliar a biblioteca aqui na Jorge Vieira e também implantar outra no presídio do Maracujá. Sabemos o quanto é importante ressocializar o preso.”

 

Netinho é um exemplo de que projetos sociais e humanos, como este, mudam a vida do indivíduo. Ele comenta e dá seu relato de que a biblioteca e o contato diário com os livros, além de levarem ele para outros “mundos”, promoveram também uma ascensão intelectual. Com 28 anos, ele já cursava Direito, mas sua vida mudou. “Cometi um crime e quando cheguei aqui foi difícil, mas quando chega o dia de ir à biblioteca pegar os livros, tudo muda. Minha mente fica melhor e só penso em coisas boas. O contato com a leitura me deu a oportunidade de ser aprovado de novo e passei no Enem em Ciências Contábeis e Educação Física. Mas o meu sonho mesmo é continuar meu curso de Direito”.

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Netinho, reeducando da Jorge Vieira. FOTO: Jefferson Lima

Joaquim José Xavier, pedagogo responsável pelo projeto de leitura, fala do prazer que é contribuir para a ressocialização de pessoas. “Fico feliz em ajudar e poder dar esse olhar diferenciado a essas pessoas, que através do livro conseguem mudar de vida. Aqui eles têm 30 dias com cada livro; chegam a ler 12 por ano e são avaliados, fazem uma resenha e também uma apresentação oral. Com essa avaliação, eles conquistam o direito à remição da pena, assim reduzem os dias que precisariam ficar aqui”.

 

Netinho falou que o gênero literário de sua preferência é política, e encontrou na biblioteca o livro de Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda. “Através da leitura desse livro, pude me sair bem em uma redação que fiz quando participei de um concurso de redação do Governo do Estado. Esse livro é muito bom. Quando sair daqui, quero me tornar advogado e reunir minha família, esposa e dois filhos que tenho; quero ter um futuro com eles”.

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Para o diretor da unidade prisional, Ederson Costa, a biblioteca foi um grande ganho para a unidade. “Mudou a rotina da nossa unidade. Aqui ressocializamos e tratamos com respeito ao ser humano, assim trazemos mais dignidade e se retira aquela ideia e sentimento negativo de uma unidade prisional”.

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Ederson Costa, diretor da Jorge Vieira. FOTO: Jefferson Lima

 

Da assessoria

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