Levantamento revelou quais os 40 clubes mais ricos do Brasil


A evolução do “valuation” dos oito clubes nordestinos presentes no estudo de 2025.
A sexta versão do estudo produzido pela Sports Value aponta uma avaliação econômica de R$ 49 bilhões sobre os 40 maiores times do país. Em relação ao ano passado, o aumento foi de R$ 6,2 bilhões, com alta 14,5%. Esta atualização considera a inflação e o câmbio da moeda brasileira, assim como os novos contratos de TV e mais investimentos nas SAFs. Antes, eram 13 clubes avaliados em mais de R$ 1 bilhão. Hoje são 15, incluindo o Bahia, o primeiro nordestino neste patamar. Como nas edições anteriores, a liderança é do Flamengo. Atual campeão da Libertadores e da Série A, o rubro-negro carioca já passou de R$ 5 bilhões. Hoje, tem R$ 701 mi a mais que o segundo colocado, o Palmeiras – e olhe que o clube paulista até “reagiu”, pois a diferença era de R$ 923 mi. Somados, os dois clubes, que disputaram a última final continental, estão estimados em R$ 9,4 bilhões. Isso dá 19,3% do “Top 40”.
Bahia perto de R$ 2 bilhões e salto do Vitória
Em relação ao futebol do Nordeste, o estudo traz oito clubes pela terceira vez seguida. Além do “G7”, com os grandes do Recife, Salvador e Fortaleza, há o CRB, que chegou a R$ 110 milhões e figura na 41ª colocação no país. Portanto, esses times (Bahia, Vitória, Fortaleza, Sport, Ceará, Santa Cruz, Náutico e CRB, nesta ordem) estão avaliados em R$ 5,127 bilhões. Em um ano, o aumento deste grupo ano foi de R$ 1,772 bilhão. Alta de 52,8%. O crescimento foi impulsionado pela presença de cinco nordestinos na primeira divisão de 2025 e também pela reavaliação patrimonial do Vitória, que saltou de R$ 32 mi para R$ 355 mi. Isso ocorreu a partir do valor a receber no contrato com a Globo até 2029. Com R$ 826 milhões, numa alta de 231,7%, o Leão da Barra subiu 13 posições e está em 16º lugar. No NE, foi de 6º para 2º.
Dos oito nordestinos, seis tiveram aumento bruto no “valuation” de 2025, de acordo com a consultoria, com destaque para o Bahia, novamente. Líder regional pela 5ª vez em seis edições, o tricolor de Salvador dobrou a sua avaliação em apenas um ano e chegou a R$ 1,7 bilhão. Com isso, passou Bragantino (inflado pela Red Bull), Vasco e Santos. Agora, o Baêa ocupa a 12ª colocação nacional, a melhor do NE até hoje. Neste ano, o clube venceu a Copa do Nordeste, terminou em 7º no Brasileirão e obteve a vaga na Libertadores, anunciou a construção de um CT de R$ 300 milhões, teve dois jogadores convocados à Seleção Brasileira e ainda estabeleceu a maior venda da região, por R$ 109 milhões. Difícil contestar.
Ainda sobre a região, vale a curiosidade de que houve um empate entre Fortaleza e Sport. Ambos foram cotados em R$ 789 milhões. A Sports Value não divulgou a casa decimal, mas colocou o clube cearense à frente no ranking – disposição respeitada no blog. Já Santa Cruz e Náutico, que têm seus estádios como alicerces da avaliação, registraram oscilações negativas. Redução num ano de acesso? Ambos subiram de divisão no fim do ano, com o tricolor do Arruda indo à Série C e o alvirrubro dos Aflitos indo à Série B. No entanto, o impacto real disso – e da nova SAF do Santa – deve acontecer só na sétima edição da análise.
Como se chega ao “Valuation”
A projeção da Sports Value é feita em quatro pilares, com ativos (caixa no banco, aplicações, estádio e centro de treinamento), direitos econômicos de jogadores (o cálculo não foi informado), valor da marca (mercado consumidor, engajamento e distribuição geográfica) e direitos esportivos (receitas garantidas nas competições, TV e premiações). Ou seja, a avaliação anual é flutuante. Confira os rankings anteriores: 2020, 2021, 2022, 2023 e 2024.
Abaixo, a lista com os 40 clubes mais valiosos do país até dezembro de 2025, de acordo com a Sports Value, com o valor absoluto de cada um. Entre parênteses e em sequência, a variação em reais sobre o “valuation” de 2024 e a mudança sobre a respectiva colocação anterior.
Do 1º ao 10º lugar
1º) R$ 5,096 bi: Flamengo (+217 mi; igual)
2º) R$ 4,395 bi: Palmeiras (+439 mi; igual)
3º) R$ 3,971 bi: Corinthians (+269 mi; igual)
4º) R$ 3,373 bi: Atlético-MG (-14 mi; igual)
5º) R$ 3,244 bi: São Paulo (+375 mi; igual)
6º) R$ 3,047 bi: Botafogo (+1,190 bi; +3)
7º) R$ 2,831 bi: Cruzeiro (+1,359 bi; +4)
8º) R$ 2,590 bi: Internacional (+66 mi; -2)
9º) R$ 2,100 bi: Athletico-PR (-193 mi; -2)
10º) R$ 2,085 bi: Fluminense (-77 mi; -2)
Do 11º ao 20º lugar
11º) R$ 1,835 bi: Grêmio (-4 mi; -1)
12º) R$ 1,783 bi: Bahia (+908 mi; +3)
13º) R$ 1,719 bi: Red Bull Bragantino (+281 mi; -1)
14º) R$ 1,523 bi: Vasco (+316 mi; -1)
15º) R$ 1,357 bi: Santos (+423 mi; -1)
16º) R$ 826 mi: Vitória (+577 mi; +13)
17º) R$ 789 mi: Fortaleza (+35 mi; -1)
18º) R$ 789 mi: Sport (+188 mi; igual)
19º) R$ 433 mi: Atlético-GO (-16 mi; +1)
20º) R$ 431 mi: Juventude (+210 mi; +10)
Do 21º ao 30º lugar
21º) R$ 413 mi: América-MG (-225 mi; -4)
22º) R$ 410 mi: Ceará (+69 mi; +1)
23º) R$ 364 mi: Cuiabá (-7 mi; -1)
24º) R$ 362 mi: Coritiba (-54 mi; -3)
25º) R$ 302 mi: Criciúma (-32 mi; -1)
26º) R$ 300 mi: Remo (+127 mi; +9)
27º) R$ 278 mi: Guarani (-23 mi; -2)
28º) R$ 260 mi: Goiás (-204 mi; -9)
29º) R$ 243 mi: Santa Cruz (-12 mi; -2)
30º) R$ 216 mi: Ponte Preta (-35 mi; -2)
Do 31º ao 40º lugar
31º) R$ 214 mi: Mirassol (+100 mi; +8)
32º) R$ 192 mi: Paysandu (+7 mi; -1)
33º) R$ 178 mi: Avaí (-87 mi; -7)
34º) R$ 177 mi: Náutico (-3 mi; -1)
35º) R$ 175 mi: Portuguesa (-1 mi; -1)
36º) R$ 166 mi: Vila Nova (+20 mi; igual)
37º) R$ 161 mi: Chapecoense (-22 mi; -5)
38º) R$ 132 mi: Paraná Clube (+2 mi; igual)
39º) R$ 130 mi: Botafogo-SP (-10 mi; -2)
40º) R$ 115 mi: Operário-PR (n/d)
A seguir, o histórico de “valuation” dos clubes do Nordeste listados nos seis anos do estudo da Sports Value, num ordenamento a partir do ranking atual. Entre parênteses, as colocações nos rankings nacional e regional.
À direita, a letra correspondente à divisão no Brasileirão.
Bahia
2020: R$ 550 milhões (14º BR e 1º NE), Série A
2021: R$ 459 milhões (15º BR e 1º NE), Série A
2022: R$ 594 milhões (15º BR e 1º NE), Série B
2023: R$ 459 milhões (19º BR e 3º NE), Série A
2024: R$ 875 milhões (15º BR e 1º NE), Série A
2025: R$ 1,783 bilhão (12º BR e 1º NE), Série A
2026: Série A
Vitória
2020: R$ 204 milhões (26º BR e 7º NE), Série B
2021: R$ 155 milhões (30º BR e 7º NE), Série B
2022: R$ 112 milhões (35º BR e 7º NE), Série C
2023: R$ 128 milhões (36º BR e 7º NE), Série B
2024: R$ 249 milhões (29º BR e 6º NE), Série A
2025: R$ 826 milhões (16º BR e 2º NE), Série A
2026: Série A
Fortaleza
2020: R$ 254 milhões (24º BR e 6º NE), Série A
2021: R$ 351 milhões (18º BR e 2º NE), Série A
2022: R$ 545 milhões (16º BR e 2º NE), Série A
2023: R$ 636 milhões (13º BR e 1º NE), Série A
2024: R$ 754 milhões (16º BR e 2º NE), Série A
2025: R$ 789 milhões (17º BR e 3º NE), Série A
2026: Série B
Sport
2020: R$ 412 milhões (16º BR e 2º NE), Série A
2021: R$ 345 milhões (19º BR e 3º NE), Série A
2022: R$ 408 milhões (21º BR e 4º NE), Série B
2023: R$ 468 milhões (18º BR e 2º NE), Série B
2024: R$ 601 milhões (18º BR e 3º NE), Série B
2025: R$ 789 milhões (18º BR e 4º NE), Série A
2026: Série B
Ceará
2020: R$ 259 milhões (23º BR e 5º NE), Série A
2021: R$ 292 milhões (24º BR e 5º NE), Série A
2022: R$ 445 milhões (20º BR e 3º NE), Série A
2023: R$ 420 milhões (21º BR e 4º NE), Série B
2024: R$ 341 milhões (23º BR e 4º NE), Série B
2025: R$ 410 milhões (22º BR e 5º NE), Série A
2026: Série B
Santa Cruz
2020: R$ 292 milhões (20º BR e 3º NE), Série C
2021: R$ 295 milhões (23º BR e 4º NE), Série C
2022: R$ 272 milhões (26º BR e 6º NE), Série D
2023: R$ 263 milhões (25º BR e 5º NE), Série D
2024: R$ 255 milhões (27º BR e 5º NE), sem série
2025: R$ 243 milhões (29º BR e 6º NE), Série D
2026: Série C
Náutico
2020: R$ 263 milhões (22º BR e 4º NE), Série B
2021: R$ 287 milhões (25º BR e 6º NE), Série B
2022: R$ 277 milhões (25º BR e 5º NE), Série B
2023: R$ 246 milhões (27º BR e 6º NE), Série C
2024: R$ 180 milhões (33º BR e 7º NE), Série C
2025: R$ 177 milhões (34º BR e 7º NE), Série C
2026: Série B
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