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Mãe da menina timonense morta por PMs vai ao Comando Geral da Polícia Militar do Piauí e pede expulsão dos militares e auxílio financeiro

Daiane Félix, mãe da criança que morreu em uma ação desastrosa da Polícia Militar do Piauí, diz que vai “até o fim” para que o policial que matou sua filha “apodreça na cadeia”. Nesta terça-feira (02), ela foi ao Quartel Geral da PM-PI, cobrar a expulsão do militar da Corporação e também auxílio financeiro para o sustento da família.

“Estamos sobrevivendo de doações, pois meu marido era quem sustentava a gente. Através dele a gente comia, bebia e pagava as contas. Precisamos de fraldas para minha filha de oito meses e produtos higiênicos… quero Justiça. Minha filha não vai mais voltar, mas vou até o fim para ver esse policial preso. Para mim, a Justiça é ele apodrecer na cadeia e isso ainda é pouco porque ele tirou foi uma vida”, desabafa Daiane Rufino.

O marido de Daiane, Evandro Costa, perdeu 100% da audição do ouvido esquerdo, atingido pelo tiro e permanecerá com a bala alojada na parte óssea da cabeça.

A visita de Daiane ao Comando Geral da PM-PI é acompanhada pelo Conselho Tutelar e uma representante no Piauí do Comitê de Combate à Tortura e  Rede Latino-Americana e Caribenha de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente ( Redlamyc).

Fotos: Wilson Filho/ Cidadeverde.com

Lourdes Nunes, representante do Comitê de Combate à Tortura e representante no Piauí da Redlamyc

“Foi uma série de erros. Viemos cobrar um posicionamento da PM no tocante ao que deve ser feito em relação aos dois policiais. Queremos saber porque as recomendações não foram seguidas. Por exemplo, cada viatura deve ter no mínimo três PMs e por que só havia dois?”, questiona Lourdes Nunes, representante do Comitê de Combate à Tortura.

As cicatrizes no corpo de Daiane ainda são visíveis.  Sete dias após o acidente, a saudade da filha ainda abala toda a família.

“Não tenho dormido e quando consigo dormir é dopada de remédio. É muito triste começar o ano sem minha filha… uma perda muito grande, uma dor que não desejo nem para meu pior inimigo. Um pedaço de mim que foi tirado”, desabafa a mãe.

A irmã de Emily, de apenas oito anos de idade, também sofre com a perda da irmã.

Emily morreu no HUT após levar tiro em ação da PM. Foto: Arquivo da família

“Ela não come direito e a todo tempo pergunta quando a Emily vai voltar. Às vezes, ela esquece do que ocorreu. As duas eram muito unidas, faziam tudo juntas, dormiam juntas. Quando amanhecia, a Emily dizia que amava todos: eu, o pai dela e as irmãs. Só quem perdeu uma filha sabe o que estou sentindo. É muito triste começar o ano sem ela”, disse Daiane.

O inquérito policial que investiga o caso será concluído essa semana. Os dois PMs serão indiciados por homicídio qualificado e fraude processual.

(cidadeverde.com)

 

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