Obra de 68,5 milhões segue sem entrega em Timon





A espera pela casa própria continua sendo muito demorada para as famílias que aguardam a entrega dos residenciais Maria Fernandes de Assunção e Napoleão Guimarães I, na zona sul de Timon. Os dois empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, somam 500 moradias e o investimento anunciado foi de R$ 68,5 milhões. A construtora registrada como responsável é a HS Construtora Ltda.
Segundo informações apuradas pelo jornalista Elias Lacerda, no ano passado os construtores dos dois residenciais chegaram a anunciar que as casas seriam entregues em maio deste ano de 2026. A previsão, entretanto, não se concretizou.
Ainda conforme as informações recebidas pelo jornalista, o prazo contratual terminou em agosto último, e a Caixa Econômica Federal concedeu uma prorrogação de nove meses. A expectativa agora é que as moradias sejam entregues até abril de 2027. O novo cronograma e as condições dessa prorrogação precisam ser esclarecidos pela Caixa e pela construtora.
São 250 casas no Residencial Maria Fernandes de Assunção e outras 250 no Napoleão Guimarães I. Para as famílias que aguardam as chaves e tem procurado o jornalista Elias Lacerda para denunciar a situação, a demora prolonga a incerteza sobre quando poderão finalmente ocupar os imóveis.
A HS Construtora, para complicar e jogar mais incertezas sobre o futuro dos dois empreendimentos, também apareceu entre as empresas atingidas pela Operação Carbono Oculto 86, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí em novembro de 2025. Segundo reportagens divulgadas na época, a investigação apurou suspeitas de lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados ao setor de combustíveis, com possíveis vínculos com uma organização criminosa. Mas que é bom esclarecer que a inclusão da empresa não representou condenação.
Vale ressaltar também que a operação não apontam relação com a construção dos dois residenciais de Timon. Também não há, nas informações , elementos que permitam atribuir o atraso das casas à investigação.
A cobrança em Timon é pela conclusão das obras e por uma data de entrega que seja efetivamente cumprida. Enquanto os serviços continuam, as famílias seguem à espera de que o investimento se transforme, finalmente, em moradia.
O espaço está aberto para esclarecimentos tanto da empresa quanto da Caixa Econômica Federal sobre o motivo de tanta demora.
Vamos acompanhar a marcha dos fatos sobre estes dois empreendimentos...
Comentários
Pressione Ctrl + Enter para enviar
Seja o primeiro a comentar!









