Polícia prende suspeito de matar mulher em Timon


Acima a vítima e ao lado o acusado.
A Polícia Civil do Maranhão prendeu J. M. de S. S., principal suspeito do feminicídio de sua ex-companheira, Francisca da Silva Sousa, de 43 anos, conhecida popularmente como "Francisquinha" ou "Kinha". A prisão foi cumprida na última segunda-feira (6), mas a ação policial não havia sido divulgada até então.Francisquinha estava desaparecida desde o fim de semana que antecedeu o crime, quando foi vista pela última vez durante uma festa. Após dias de buscas realizadas por familiares, amigos e voluntários, o corpo da vítima foi encontrado em 10 de junho, em uma área de matagal nas proximidades do bairro Júlio Almeida, às margens da BR-226, em Timon.
O corpo estava em avançado estado de decomposição e parcialmente despido, permanecendo apenas com o sutiã. No local, os investigadores identificaram fortes indícios de violência física e recolheram pedaços de madeira com vestígios que passaram por perícia técnica.
Desde o início das investigações, a principal linha de apuração apontava para um crime de motivação passional. Segundo a Polícia Civil, José Miguel não aceitava o fim do relacionamento com a vítima.
Durante a investigação, a Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) chegou a solicitar a prisão temporária do suspeito. Na ocasião, porém, o pedido foi negado pela Justiça, sob o entendimento de que a medida cautelar não estava suficientemente fundamentada naquele momento, apesar dos indícios já apresentados pela autoridade policial.
Com o avanço das investigações, novos elementos considerados robustos foram incorporados ao inquérito. Diante desse novo cenário, o Ministério Público representou pela prisão preventiva do investigado.
O pedido foi acolhido pela Justiça, que fundamentou a decisão na necessidade de garantir o andamento da instrução processual e proteger testemunhas e familiares envolvidos no contexto da violência doméstica, com base na Lei Maria da Penha.
O mandado foi cumprido por equipes da Delegacia de Homicídios no início desta semana. A Polícia Civil mantém sigilo sobre as circunstâncias da prisão e sobre as novas provas reunidas durante a investigação, uma vez que o processo tramita em segredo de Justiça e diligências complementares ainda estão em andamento.
Com a prisão preventiva decretada, J. M. permanecerá à disposição da Justiça enquanto prosseguem as investigações sobre o feminicídio que chocou a população de Timon.
(Via blog do Lucão)
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