Prefeito de Timon, Rafael, não tem do que reclamar do eleitor timonense

Terminadas as eleições, é hora de analisar o desempenho dos candidatos e de suas principais lideranças políticas. Em Timon, o prefeito Rafael Brito encerra o pleito com derrotas importantes no estado, mas com uma demonstração expressiva de força eleitoral dentro da cidade.
O prefeito não conseguiu eleger a esposa, Dra. Gisele, para deputada federal, nem Socorro Waquim para deputada estadual. Também viu seus candidatos Orleans Brandão, ao governo, e Roseana Sarney, ao Senado, ficarem fora dos cargos disputados. Por outro lado, comemorou a eleição de André Fufuca para senador e a reeleição do deputado estadual Leandro Bello, apoiado por aliados de seu grupo em Timon.
As derrotas, entretanto, precisam ser analisadas à luz da votação em Timon. No município, o eleitorado deu uma resposta favorável aos principais nomes apoiados pelo prefeito.
Dra. Gisele recebeu 44.760 votos, alcançando a maior votação já registrada para uma candidatura a deputado federal na história de Timon. Seu principal adversário local, Henrique Júnior, obteve 16.433 votos. A diferença revela o tamanho da vantagem construída pela candidata na cidade.
Socorro Waquim, com quem Rafael estabeleceu sua principal parceria na disputa estadual, também terminou como a mais votada de Timon, com ampla vantagem no eleitorado local. Foram
23.565 votos. Leandro Bello, segundo mais votado, obteve
8.536 votos.
Para governador, Orleans Brandão apoiado pelo grupo do prefeito Rafael , recebeu 46.739 votos no município, correspondentes a 50,11% dos votos válidos. Eduardo Braide, vencedor da eleição no Maranhão e apoiado pela oposição, ficou em segundo em Timon, com 35.258 votos, ou 37,8%. Felipe Camarão obteve 9.032 votos, equivalentes a 9,68%.
A força do grupo também apareceu na disputa pelo Senado. André Fufuca tendo o grupo do prefeito como principal apoiador, liderou com 57.828 votos, ou 33,88%, seguido por outro nome apoiado por Rafael, Roseana Sarney, que teve 34.450 votos e 20,18%. Lahesio Bonfim ficou em terceiro, com 25.545 votos, representando 14,96%, enquanto Weverton Rocha recebeu 19.015 votos, ou 11,14%.
Esse conjunto de resultados reforça a posição de Rafael Brito como principal liderança política de Timon. O eleitorado local colocou seus principais candidatos à frente dos adversários, mesmo quando a votação estadual não foi suficiente para garantir a eleição.
É fora de Timon que está o ponto central da análise sobre as derrotas de Dra. Gisele e Socorro Waquim. A candidata a deputada federal recebeu quase 45 mil votos nas urnas de Timon na cidade e aproximadamente 41 mil nos demais municípios, desempenho abaixo da expectativa de sua campanha. Socorro, apesar da liderança folgada em Timon, somou cerca de 12 mil votos fora do município e também não conseguiu se eleger.
Os números indicam que a expansão dessas candidaturas pelo Maranhão ficou aquém do necessário. A votação obtida em casa precisava ser acompanhada de uma articulação capaz de construir bases mais fortes em outras cidades.
Rafael tem motivos para lamentar os resultados estaduais, especialmente a derrota da esposa e de Socorro Waquim. Do eleitor timonense, porém, não tem do que reclamar. Se houve falhas na estratégia para elegê-las, é na engenharia política fora da cidade que seu grupo precisa procurar as respostas.
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