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Teresina : Grupo Barroso fecha várias lojas e passará a priorizar atuação no ramo imobiliário

Marcelo Barroso afirmou que apesar de já planejar migrar para o ramo imobiliário, a pandemia impactou na decisão pelo fechamento da lojas; maior parte das que serão desativadas eram do ramo comercial varejista

Desde a noite desta quarta-feira (24/06), uma imagem passou a circularem diversos grupos de Whatsapp com alguns empresários de Teresina. Trata-se do fechamento de uma das lojas do Grupo Barroso, um dos mais conhecidos e que está entre os líderes no varejo na capital piauiense.

A imagem (foto abaixo) mostra prateleiras esvaziadas e produtos como se estivessem sendo guardados. Espalharam como se fosse o fechamento do Barroso Shop que fica no Shopping Riverside, uma das lojas mais movimentadas do grupo. O diretor do Grupo Barroso, Marcelo Barroso, tratou de esclarecer tudo e negou os boatos que começaram a se espalhar.

Em um áudio de menos de 1,5 minutos, ele explicou que essa foto se trata do fechamento da loja Barroso localizada no Centro de Teresina, mais precisamente na rua Teodoro Pacheco. E neste mesmo áudio ele explica que o fechamento deste estabelecimento já estria previsto, antes mesmo da pandemia do novo coronavírus, que fechou o comércio e várias atividades consideradas serviços não essenciais.

Procurado pela reportagem, Marcelo Barroso falou sobre o assunto, por telefone, nesta quinta-feira (25/06) e explicou toda a situação que envolve o Grupo Barroso. Segundo ele, 14 das 23 lojas ligadas a marca Barroso serão fechadas no Piauí e os pontos estarão disponíveis para locadores. De acordo com o empresário, o grupo planeja migrar para o mercado imobiliário. A decisão já vinha sendo discutida desde o final de 2019, mas diz que também tem relação com a crise ocasionada pela pandemia de coronavírus.

“No final de 2019 para 2020 havíamos traçado uma perspectiva de mercado e traçado um novo caminho, que era diminuir nosso ramo comercial e tratar mais do ramo imobiliário. Agora, este plano está entrando em prática. Isso por conta de fatores que causam instabilidade no país: primeiro, governos que no levam a prejuízos e segundo por conta desta pandemia, que não sabemos de quem é a culpa”, explicou.

A maior parte das lojas que serão desativadas fazem parte do ramo comercial. Entre elas, duas lojas “Barroso Shop” no Centro de Teresina. Outras duas unidades, que ficam um no Shopping Riverside e uma em Parnaíba, devem continuar as atividades. No ramo das construções, três estabelecimentos, um próximo à Caixa Econômica, outro na região do balão do São Cristóvão e mais um no bairro Piçarra, também devem continuar abertos. As demais unidades, no entanto, serão fechadas. O grupo também deve manter parceira com as franquias de roupas que possui: Skyler e Levis.

“Hoje o Barroso possui 23 lojas, entre franquias, lojas próprias e lojas de construção. Dentre as 23, a maior parte, os pontos são nossos. O que estamos fazendo é desativando algumas, as que (os pontos) forem de terceiros. Vamos apresentar um futuro inquilino e, se aprovadas, vamos vender nossas instalações e pessoa continuará. Vamos fazer isso, pois nesse locais somos parceiros há anos e não queremos deixá-los na mão”.

EMPRESÁRIO JÁ PEGOU COVID-19 E DEFENDE REABERTURA GRADUAL

Marcelo Barroso afirmou que apesar de já planejar migrar para o ramo imobiliário, a pandemia impactou na decisão pelo fechamento da lojas. Ele pontua que por mais capitalizado que um empregador seja, também sofre as consequências do comércio fechado há três meses.

“Essa pandemia nos afetou como fez com qualquer outra pessoa no Brasil ou no mundo. Graças a Deus, nós temos opções de empresa e trabalho e estamos optando por o ramo imobiliário […] Todo mundo por mais capitalizado que seja está sofrendo. Os mercados diminuíram”, afirmou.

O empresário revelou que foi infectado pela Covid-19 e entende a sensação de “pânico” que a doença causa. Porém, defende que os setores da economia devem ser reabertos de forma gradual, priorizando áreas com baixo risco de contágio, como lojas e concessionárias. Na avaliação dele, muitos comerciantes podem não voltar a reabrir seus estabelecimentos caso a situação se estenda.

“Eu tive Covid-19. Eu sei o que é essa doença. Eu sei como é. Você entra em pânico e tem que ter muita fé em Deus e tomar toda medicação medicação necessária. O protocolo inteiro sem politizar. A minha opinião é que está afetando a questão financeira e temos que ter uma retomada. Com muito cuidado, cautela e com respeito a vida, porque assim, existe gente que não irá mais voltar [a reabrir suas lojas]”, disse.

 

Do site oitomeia.com

1 comentário

Marcelo
Comentou em 26/06/20

Fico pensando o que será dos microempreendedores ,pois se um grande empresário diz que está fechando suas lojas, imagina os pequenos que pagam aluguel

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