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Tribunal de Justiça investiga irregularidades nas notas dos candidatos para os cartórios no Maranhão

Técnica Judiciária do TJ conseguiu “subir” do 52º para o 22º lugar, apresentando uma certidão do cargo que exerce de nível médio. Outra candidata “pulou” de 51º para 19º posição apresentando a comprovação do cargo de policial civil.

Sede do TJ-MA, ma Praça D. Pedro II, em São Luís.

O TJMA parece estar se empenhando para concluir o concurso de cartórios com a garantia de que nenhum “espertinho” consiga passar à frente dos outros candidatos. Na sessão plenária de 22/11 foi derrubada uma decisão que mudava completamente a colocação de vários candidatos, colocando os que estavam nas primeiras posições lá atrás.

Na mesma sessão, o Desembargador José Bernardo deu notícias aos demais magistrados relativo a uma série de irregularidades que estão sendo apuradas quanto à concessão de pontuação a determinados candidatos. Para o Togado, a questão é preocupante e deve ser apurada antes do término do concurso.

No Mandado de Segurança n° 0806196-07.2017.8.10.0000, candidatos buscam a averiguação e, naturalmente, a retirada da pontuação dos concorrentes que “misteriosamente” conseguiram obter dois (2,0) pontos exclusivos para quem ocupa cargo privativo de bacharel em direito, levando em consideração base de comprovação de cargos não privativos, e até mesmo de candidatos com cargos cujo concurso exige apenas o nível médio.

– Casos

Há, ainda, um caso pitoresco relatado no processo citado acima, como a de uma Técnica Judiciária do TJMA que conseguiu “subir” do 52º para o 22º lugar, apresentando uma certidão do cargo que exerce, e acreditem, de nível médio.

Outro caso é de uma candidata que conseguiu subir de 51º para 19º posição apresentando a comprovação do cargo de policial civil, que também não exige o curso de direito.

Esse, entre tantos outros casos escabrosos, estão relatados no pedido.

– “Operação abafa”

O caso é especialmente delicado porque muitos dos que foram beneficiados com a pontuação irregular são funcionários do próprio Tribunal do Maranhão, havendo uma tentativa de “operação abafa” contra a apuração.

Os candidatos que reclamaram disseram que as irregularidades foram informadas à Banca do Concurso desde a divulgação do resultado, e nada foi feito a fim de corrigir as irregularidades, mantendo-se as pontuações dos candidatos, que conseguiram, assim, ultrapassar dezenas de concorrentes na classificação final.

A audiência de escolha está marcada para o dia 11 de dezembro, e os candidatos prejudicados estão preocupados com o prejuízo irreversível que sofrerão caso os pontos irregulares não sejam retirados antes dessa data.

E MAIS…

As suspeitas que recaem sobre o Concurso Público para Outorga de Delegação de Serviços de Notas e de Registro do Estado do Maranhão, relevam também a falta de capacidade técnica da empresa responsável pelo  certame, o Instituto de Estudos Superiores do Extremo Sul (IESES).

Do blog do Domingos Costa

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