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Lobão e Roberto Rocha votaram pelo aumento no salário dos ministros do STF, mesmo com país em crise




Proposta foi enviada pelo próprio Supremo ao Congresso; salários dos magistrados pulam de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, o que vai gerar um impacto de R$ 4 bilhões nas contas públicas. Os senadores do Maranhão Roberto Rocha e Lobão votaram pelo aumento.

Apesar de o Brasil estar passando por uma grave crise econômica, o Senado aprovou, ontem, quarta-feira (7), por 41 votos a 16, o projeto que prevê reajuste de 16% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta vai agora para a sanção de Michel Temer (MDB), de acordo com Gustavo Garcia e Zuleide Silva, no G1.

Com o aumento, as remunerações dos juízes passarão de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, valendo já a partir da sanção presidencial.

Os senadores aprovaram, ainda, um segundo projeto, que aumenta em 16% o salário do procurador-geral da República – a remuneração passará também para R$ 39,2 mil.

De acordo com cálculos de consultorias do Congresso Nacional (Câmara e Senado), o reajuste deverá provocar um impacto de R$ 4 bilhões nas contas públicas, considerando o Executivo, Legislativo, Ministério Público e também os estados da federação.

O reajuste nos salários dos ministros causa o chamado efeito-cascata nas contas, porque representa o teto do funcionalismo público. Caso o limite seja estendido, aumenta também o número de servidores que poderão receber um valor maior de gratificações e verbas extras.

A pretensão é antiga, pois a proposta de aumento foi encaminhada ao Congresso Nacional ainda em 2015, pelo então presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Um ano depois, a Câmara de Deputados aprovou o projeto, porém, a proposta de reajuste estava parada no Senado Federal, sem ser objeto de análise. O texto estava parado desde 2016 no Senado e foi incluído na pauta da Casa na terça-feira (6).

Veja votaram os senadores dos estados:

A FAVOR DO AUMENTO
Acir Gurgacz (PDT-RO)
Aécio Neves (PSDB-MG)
Ângela Portela (PDT-RR)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Antônio Valadares (PSB-SE)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cidinho Santos (PR-MT)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Dalirio Beber (PSDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Edison Lobão (MDB-MA)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Eduardo Braga (MDB-AM)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Fernando Coelho (MDB-PE)
Garibaldi Alves Filho (MDB-RN)
Hélio José (PROS-DF)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jorge Viana (PT-AC)
José Agripino (DEM-RN)
José Amauri (PODE-PI)
José Medeiros (PODE-MT)
José Serra (PSDB-SP)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Paulo Rocha (PT-PA)
Raimundo Lira (PSD-PB)
Renan Calheiros (MDB-AL)
Roberto Rocha (PSDB-MA)
Romero Jucá (MDB-RR)
Rose de Freitas (PODE-ES)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Telmário Mota (PTB-RR)
Valdir Raupp (MDB-RO)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Walter Pinheiro (Sem partido-BA)
Wellington Fagundes (PR-MT)
Zeze Perrella (MDB-MG)
CONTRA O AUMENTO
Airton Sandoval (MDB-SP)
Cristóvam Buarque (PPS-DF)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Givago Tenório (PP-AL)
José Pimentel (PT-CE)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Lúcia Vânia (PSB-GO)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Regina Sousa (PT-PI)
Reguffe (Sem partido-DF)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Roberto Requião (MDB-PR)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Vanessa Graziottin (PCdoB-AM)
Wilder Morais (DEM-GO)
ABSTENÇÃO
José Maranhão (MDB-PB)

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