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Um dos acusados de matar líderes do PCC em Fortaleza se entrega a polícia

(Foto: Reprodução)
Acusado de ter sido um dos responsáveis pelo assassinado de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e de Fabiano Alves de Souza, o Paca, André Luis da Costa Lopes se entregou na tarde da ontem , quinta-feira, 25, à Polícia Civil de São Paulo, acompanhado de seus advogados.
No crime contra a dupla, o homem, conhecido como Andrezinho da Baixada, teria ido até a reserva indígena, em Aquiraz, onde os integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram executados. Ele é acusado de homicídio qualificado, organização criminosa e concurso de pessoas.
Em agosto deste ano, a Justiça do Ceará recebeu do Ministério Público do Ceará (MPCE)  a denúncia contra dez acusados de participarem das duas mortes. Até agora, além de Andrezinho da Baixada, só Felipe Ramos Morais foi preso em 14 de maio deste ano. Ele é apontado pelas investigações como piloto do helicóptero que carregou os algozes.
O crime
Gegê e Paca levavam vida de luxo em Fortaleza. Devido a rachas internos na facção, a morte da dupla foi determinada por integrantes da organização criminosa. Na Capital, eles foram levados até reserva indígena, em Aquiraz, e assassinados no dia 15 de fevereiro deste ano. O crime provocou ainda mais divergências entre a cúpula do grupo. À época, um dos envolvidos do planejamento das execuções, o Wagner Ferreira da Silva, conhecido como Cabelo Duro, também foi fuzilado em São Paulo.

PERFIL

Avião da Vila Madalena

Gegê do Mangue, morto aos 40 anos, nasceu Rogério Jeremias e viveu na favela do Mangue, em São Paulo, comunidade, localizada na vizinhança da Vila Madalena. Ainda adolescente, ele e outros meninos fizeram a vida vendendo cocaína e maconha, durante as madrugadas, para frequentadores do bairro da boemia paulista. Em 2004, Gegê foi apontado como mandante das mortes de traficantes da favela do Sopé. Foi preso, mas passou a responder em liberdade em fevereiro de 2017. Fugiu e foi condenado a 47 anos, sete meses e 15 dias de prisão.

 

PERFIL

Influente na cúpula

Fabiano Alves de Souza, o Paca, tinha 39 anos, e era considerado pelo Ministério Público de São Paulo um dos seis criminosos mais influentes do PCC. Antes de entrar no mundo do tráfico, ele era office boy. Segundo o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Venceslau, a execução de Gegê do Mangue e Paca, no Ceará, representaria uma baixa significativa para o PCC. A facção estaria, agora, sem lideranças fortes atuando em liberdade.O promotor investiga o grupo desde 2006.

 

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