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“Pode entrar e sair prefeito que a saúde pública não terá solução com os recursos que recebe atualmente”, diz promotor de Timon

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Para o promotor de justiça de Timon, Antônio Borges Júnior, nem os atuais gestores públicos de saúde nem os que virão poderão fazer saúde pública de qualidade com os recursos disponibilizados atualmente pelo Ministério da Saúde aos municípios. Para ele, além dos recursos serem poucos, estão chegando as prefeituras de forma totalmente desigual e injusta.

Na manhã desta terça-feira (22), na sede da Procuradoria de Justiça do Maranhão, em São Luis, Antônio Borges estará expondo a situação da saúde pública dos municípios de Timon, Parnarama, Matões e São Francisco. O evento contará com a presença do Secretário Estadual da Saúde, Carlos Lula e os secretários de saúde dos municípios citados.

Antônio Borges vai apresentar um diagnóstico da saúde pública nesses municípios, seus problemas  e apresentar sugestões de solução.

Em conversa com o eliaslacerda.com, Antônio Borges contou que a saúde pública no Brasil está toda cheia de distorções. “Começa com a distribuição dos recursos de Brasília e continua com nos estados com os repasses aos municípios. Para você ter uma ideia, o estado do Acre recebe R$ 257,70 enquanto o Maranhão fica R$ 159,11, Piauí R$ 230,65, recursos per capta disponibilizados para a alta e média complexidade. O Maranhão é  o terceiro estado que menos recebe recursos neste setor. Quanto aos municípios maranhenses, Timon é injustiçado internamente, pois recebe apenas R$ 100,20, enquanto que Colinas recebe R$ 103,00,  Caxias R$ 204,87 , Imperatriz R$ 238,54 e Coroatá R$ 187,58. Precisamos rever essa distribuição de recursos, pois o tratamento dado aos municípios é totalmente injusto e baseado em políticas públicas que acontecerão há mais de dez anos e que continuam com essas distorções”, explicou o promotor.

Durante a explanação dos problemas da saúde pública na região de Timon,Matões, Parnarama e São Francisco, Antônio Borges vai também pedir ao secretário de saúde do estado, Carlos Lula, além da busca de uma solução para estas distorções na distribuição dos recursos no Maranhão, mais celeridade nas obras de reforma e ampliação do Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco. “ Timon, pela sua posição geográfica, importância econômica e política, não pode continuar da forma em que se encontra, onde para fazermos uma cirurgia temos que ficar pedindo para Caxias ou Coroatá receber nossos pacientes. Se continuarmos com estas distorções e falta de recursos,  pode entrar e sair prefeito que a saúde pública  nunca terá uma solução”, avalia o promotor.

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