Brasileiros que danificaram Machu Picchu são proibidos de visitar Peru por 15 anos

 

Turistas presos chegaram a defecar em local sagrado de Machu Picchu

As autoridades peruanas deportaram os cinco turistas estrangeiros (sendo dois brasileiros) detidos no domingo para a Bolívia no domingo por danificar a cidadela inca de Machu Picchu e proibiram sua entrada no país por 15 anos, informaram a polícia e a Imigração.
No domingo, a polícia deteve em uma área restrita de Machu Picchu o argentino Nahuel Gómez (28 anos), seu compatriota Leandro Sactiva (32), a francesa Marion Lucie Martínez (26), o chileno Favián Eduardo Vera (30) e os brasileiros Cristiano Da Silva Ribeiro (30) e Magdalena Abril (20).

“Eles receberam a pena máxima de expulsão e o impedimento de entrar no Peru por um período de 15 anos”, informou a Imigração em comunicado.

Outro argentino que fazia parte do grupo de estrangeiros acusados de danificar o patrimônio foi proibido de deixar a cidade de Machu Picchu, perto da cidadela, onde enfrentará um processo judicial.

Os turistas expulsos (um francês, um argentino, um chileno e dois brasileiros) “se encontram na Bolívia desde as 10h00 locais, já foram expulsos do país; terminamos o processo”, disse à AFP o tenente Edward Delgado, da Polícia de Cuzco, a antiga capital do Império Inca.

Os expulsos entraram no território boliviano em Desaguadero, às margens do lago Titicaca. Custodiados pela polícia, eles passaram sorridentes pelos controles de fronteira em Desaguadero e entraram na Bolívia, de acordo com um vídeo da Migração do Peru.

O tenente Delgado explicou que agentes da Divisão de Estrangeiros trasladaram os cinco estrangeiros em um ônibus de Cuzco para a fronteira com a Bolívia, em uma viagem de nove horas pelas estradas íngremes dos Andes.

No domingo, a polícia deteve em uma área restrita de Machu Picchu o argentino Nahuel Gómez (28 anos), seu compatriota Leandro Sactiva (32), a francesa Marion Lucie Martínez (26), o chileno Favián Eduardo Vera (30) e os brasileiros Cristiano Da Silva Ribeiro (30) e Magdalena Abril (20).

Gómez admitiu às autoridades ter removido uma pedra de um muro, que ao cair de uma altura de “seis metros” provocou uma “rachadura no piso” do famoso Templo do Sol, informou a polícia.

Agora, o argentino será submetido a julgamento por remover a pedra do famoso Templo, construído com blocos de granito há aproximadamente seis séculos para cultuar o Sol, a maior divindade dos incas. Ele é acusado também de ter defecado neste local sagrado.

Após dois dias detido, Gómez permanece em liberdade sob fiança desde terça-feira em Machu Picchu, onde deve aguardar o processo judicial.

Do Diário do Nordeste

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