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Degradação ambiental e sua clara relação com epidemias e pandemias

Artigo escrito por Dr. Cleuton Lima Miranda

Você fumou maconha estragada? Foi o que li de resposta de dois cidadãos ao tentar explicar num grupo de whatsApp que quanto mais degradamos o meio ambiente mais sujeitos às doenças desconhecidas estamos. Continuarei falando, escrevendo, alertando como cidadão, docente, pesquisador e biólogo. Isso não me afeta de modo algum.

Aqui no Brasil, no meio-norte, temos vários animais caçados que tem microorganismos nocivos ao homem dentro deles e por isso chamamos esses animais de reservatórios naturais, pois não são afetados pelos vírus ou bactérias que carregam consigo, mas podem transmitir estes patógenos ao homem causando-lhes doenças até crônicas e incuráveis: doença de Chagas e hanseaníase podem ser citadas para nossa região; há várias outras, certamente muitas nem conhecemos ainda.

Nesse sentido, meus amigos e amigas, as nossas florestas formam uma “barreira natural” que nos protege de doenças conhecidas e desconhecidas, ao mesmo tempo que protege a fauna, a biodiversidade de nossas motosserras, ignorâncias e ganâncias.

Essa pandemia atual (Cod-19) já tinha sido alertada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aliás, existem outros microorganismos que podem ocasionar epidemias/pandemias numa lista e as autoridades, governantes mundiais sabem. Por que não tomaram nenhuma atitude? Talvez porque poderia barrar o progresso, a obtenção de minérios com a diminuição dos desmatamentos, atrapalharia a economia etc. Será que agora estes governantes terão um novo “olhar” para as questões ambientais e potenciais epidemias/pandemias? Não sei. E nós teremos? Prezaram tanto pela economia que no fim das contas uma pandemia está fazendo a economia mundial desabar. “O tiro saiu pela culatra ou foi no pé e na barriga”?

Enquanto isso no Brasil varonil: aumento de desmatamento da Amazônia (chegou a 278% com perda de um fundo de 2,5 bilhões para proteger a Amazônia), mais de 40% de corte para Ciência e Tecnologia, 30% de cortes para Universidades e Institutos públicos que geram mais de 80% da pesquisa nesse país, humilhação de pesquisadores, fake news de plantações de maconhas, balbúrdias muitas, cortes de bolsas de mestrado e doutorado, anti-intelectualismo, anticiência, liberação de mais de 40 agrotóxicos em um ano (alguns proibidos em países como Estados Unidos e europeus) nos envenenando e

contaminando nossas reservas de água doce de valor incalculável e por aí vai. Agora pedem ajuda a estes “crápulas” plantadores de maconha, inúteis e promotores de balbúrdia. Certamente receberão, aliás, já estão recebendo, pois o povo está acima de terraplanistas, fascistas e lesa pátrias e vidas.

E você, caro leitor, após ler esse texto também acha que eu fumei maconha estragada de uma imensa plantação em meio a tantas plantações de maconha de alguma universidade pública? Se essa “viagem” tiver lhe tocado de algum modo, sensibilizado e informado já valeu a pena! Se souber de alguma plantação de universidade não estragada, por favor, me avisem. Obrigado pela leitura. Até mais.

 

Dr. Cleuton Lima Miranda

Mestre e Doutor em Zoologia pela Universidade Federal do Pará/Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, Brasil

Pós-doutor pela programa de pós-graduação em Ciência Animal, UEMA, São Luis, Maranhão, Brasil
 
Celular/Whatshapp: (98) 981955952
 
Skype: cleuton.miranda2
 

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