Sindicatos querem parar Timon na próxima sexta-feira,28

Está dando calafrios nos dirigentes sindicais de trabalhadores da rede pública e privada de todo o país. A reforma trabalhista proposta pelo governo Temer que está sendo votada hoje em Brasília acaba com a contribuição sindical obrigatória e praticamente inviabiliza muitos dos sindicatos.

Na próxima sexta-feira,28, sindicatos dos mais diversos de Timon estão se mobilizando para participar das manifestações programadas para todo o Brasil contra as reformas do governo, tanto a trabalhista quando a previdenciária. A ordem é parar os serviços públicos da rede municipal, estadual e também setores da iniciativa privada.

Estão engajados no movimento os sindicatos dos professores , dos funcionários da saúde, e dos servidores da administração direta da prefeitura de Timon.

Além destes, o Sindicato dos Comerciários, dos pescadores e o dos trabalhadores da rede hoteleira e de restaurantes de Timon também estão se mobilizando para participar das manifestações na cidade.

Dedé do Povo (na foto acima), presidente do Sindicato dos Comerciários de Timon, contou ao eliaslacerda.com que as reformas do governo Michel Temer afetarão com prejuízos enormes não só os sindicatos, mas principalmente a classe trabalhadora, pois aumenta a jornada de trabalho e reduz direito dos trabalhadores. “Estamos nos mobilizando e vamos colocar carros de som chamando nossos associados e a população em geral para o movimento contra essas mudanças que representam um atraso para a classe trabalhadora do Brasil”, destacou Dedé do Povo.

 

A proposta que está sendo votada hoje

Segundo o relator da proposta de reforma trabalhista, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN e na foto ao lado),a medida proposta na reforma visa acabar com os sindicatos de “fachada e pelegos”. “Temos 17.082 sindicatos, enquanto a Argentina tem 100. E a grande maioria dos nossos não tem representatividade. Existe um da indústria naval no Amapá e lá não tem mar. Há uma montanha de 3,6 bilhões de reais que é destinado aos sindicatos sem fiscalização do Tribunal de Contas da União”, critica o deputado. Para o relator, a proposta de tornar a contribuição facultativa irá fortalecer os sindicatos que realmente lutam por acordos e convenções coletivas. “Os que realmente defendem o interesse de trabalhadores e empresário certamente serão financiados por seus associados, os que não tem condição vão desaparecer”, defende Marinho.

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