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Menino que ensina crochê na web tem perfil removido do Facebook: ‘Arrasado’

Junior Silva faz sucesso na internet ensinando crochê (Foto: Arquivo Pessoal/Junior Silva)
O adolescente de 12 anos Junior Silva, que faz sucesso na web por ensinar como fazer diferentes tapetes e roupas de crochê, teve seu perfil removido definitivamente do Facebook nesta terça-feira (29). Para o garoto, que tinha quase 50 mil seguidores, foi uma grande frustração.

Perfil do adolescente que ensina crochê foi removido do Facebook  (Foto: Reprodução)
“Estou muito chateado. Arrasado. Eu tinha quase 50 mil seguidores já e muitos de outros países. Uma vez aconteceu isso, quando eu comecei, mas aí criei outro perfil e era esse que estava usando há mais de um ano. Fiquei bem triste e assustei, porque vou ter que começar tudo de novo. Perdi minhas postagens”, afirma.
 
Em nota, o Facebook informou que os padrões da comunidade não permitem que menores de 13 anos tenham um perfil na rede social.
A assessoria afirmou ao G1, por telefone, que há possibilidade de alguém ter
denunciado o perfil do adolescente e, por esse motivo, houve a remoção definitiva. Porém, ressaltou que não é possível relatar o motivo da exclusão.
Ainda segundo a assessoria, o adolescente pode ter uma página e postar os
vídeos desde que um responsável seja o administrador do conteúdo.

‘Não vai desistir’

A mãe de Junior, Denise Vieira, afirma que ela e o filho não tinham conhecimento
da política de que menores de 13 anos não podiam ter um perfil. Ela garante que
vai fazer outra página para o adolescente e que o filho não deixará de ensinar
crochê na web.
Menino de 12 anos afirma que costurar crochê é sua paixão (Foto: Arquivo Pessoal/Junior Silva)
“Eu não tinha conhecimento e fiquei muito triste. Devido às críticas, alguém que sabia dessa política 
denunciou. O que vamos fazer é criar um outro perfil para ele. Ele ficou bem triste, acabado. Mas não vai 
desistir e continuará ensinando crochê pela internet”, diz.
 
Ainda segundo a mãe, muitos seguidores enviaram mensagens para o filho no
WhatsApp questionando sobre a remoção do perfil. “Ele tem um grupo no celular
e disse que muitos perguntaram. Ele agora vai começar tudo de novo, mas vou
apoiá-lo.Chegou a criar outro perfil, mas agora que sei que tenho que administrar,
vamos fazer outro”, diz.
Junior ressalta que a remoção não vai impedir que ele pare de ensinar crochê.
“Eu tentei entrar e pediram para confirmar a identidade. Fiquei muito triste. Mas
vou continuar gravando.”
Pelo menos três vezes por semana a agulha, o crochê e o celular fazem parte
da rotina do adolescente Junior Silva. Além do perfil que tinha no Facebook,
ele tem um canal no Youtube com mais de 3 mil inscritos.
Segundo o adolescente, tudo começou quando ele aprendeu a fazer crochê
com sua avó e tia, e postou uma foto de um tapete nas redes sociais.
“Eu sempre achei muito interessante ver que com a agulha e o crochê coisas
 muito bonitas podiam surgir. No ano passado pedi para elas me ensinarem e
aprendi rápido. Postei uma foto na internet e muitos começaram a me perguntar
 como tinha feito. Foi aí que surgiu a ideia de começar a gravar os vídeos para
 ensinar as pessoas”, conta. Os vídeos são gravados na própria casa do Junior
 e editados por ele.
Junior grava e postas vídeos toda semana nas redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal/Denise Vieira)
Para o “crocheteiro”, costurar representa diversão e uma forma de ensinar
outras pessoas a fazer decorações diferentes para a casa.
“Para mim é uma diversão. Eu amo ensinar as pessoas e ter esse contato
pela internet. Com o crochê você pode fazer várias coisas. E muita gente fala
que é não é coisa de criança e de menino, mas eu acho que é sim. Eu amo
fazer. Costurar é minha paixão”, diz.
Junior ressalta que também gosta de brincar de esconde-esconde,
pega-pega, jogar bola e sair com os amigos para tomar sorvete. Além disso,
 ele garante que as gravações dos vídeos não atrapalham seus estudos.
Segundo ele, seu sonho é ser professor.
“As gravações acontecem toda semana, sempre um dia sim e um dia não.
Não atrapalha os estudos, porque tento separar bem os horários. E quando
eu crescer quero ser professor de inglês e português”.
Do G1

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