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Ex-tenente que matou jovem estudante que morava em Timon pode ser preso a qualquer momento

Um recurso ministerial foi julgado por unanimidade por três desembargadores do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) em desfavor de José Ricardo da Silva Neto, ex-tenente do Exército acusado de feminicídio contra a estudante Iarla Lima, crime ocorrido em junho de 2017. Com isso, o réu teve novamente o pedido de prisão preventiva decretado, cuja detenção deve acontecer em Recife (Pernambuco), onde o ex-militar mora atualmente.

A estudante assassinada era da cidade maranhense de Governador Eugênio Barros e morava em Timon.

A decisão fala que há prova da materialidade do crime, o que motivou a “necessidade e adequação de medida extrema”. Para o advogado de José Ricardo, o pedido diz respeito à grande repercussão do delito em Teresina. No mesmo texto, o TJ-PI nega o recurso da defesa de retirar a qualificadora de feminicídio. Isso pode refletir em pena mais dura contra o réu, porém a medida é contestada.

“O que nós compreendemos, no espírito da lei, é que o feminicídio se caracteriza quando a mulher já vive num contexto de violência. Este não é o caso. Houve um incidente trágico para todo mundo, para a família dela e dele também porque ele era um oficial do Exército. Não era alguém envolvido com criminalidade, logo o fato é inusitado para ambas as famílias e com prejuízo para todo mundo. Não havia e não há contexto de violência”, argumentou Maurício Bezerra ao OitoMeia.

ADVOGADO NEGA FEMINICÍDIO

Sobre a prisão preventiva, em decisão divulgada nesta quarta-feira (06/02) no Diário da Justiça do Estado do Piauí, Maurício aguarda mais detalhes, embora tenha feito a sustentação oral em prol do réu e pugnado pela inexistência da qualificadora de feminicídio. Ele ainda contestou o encarceramento do cliente por não haver fato novo, ressaltando que José Ricardo não atentou contra a vida da irmã e de uma amiga que estavam na cena do crime.

A Justiça do Piauí entendeu que a qualificadora do feminicídio só pode ser afastada da apreciação dos jurados quando manifestamente improcedente, o que não é a hipótese dos autos apresentadas pela defesa. “Recursos conhecidos, com provimento parcial, por maioria de votos, do recurso ministerial para decretar a prisão preventiva do acusado, e desprovimento do recurso defensivo à unanimidade”, conclui a decisão relatada pelo desembargador Joaquim Dias de Santana Filho.

“Se chegar o mandado de prisão para cá [Recife], José Ricardo não é nenhum fora da lei e vai se apresentar”, revelou Maurício ao OitoMeia. “A gente já expôs claramente qual é o nosso entendimento. José Ricardo, inclusive, confessou o homicídio de Iarla”, prosseguiu argumentando em prol do cliente. O julgamento aconteceu no dia 30 de janeiro e o mandado de prisão só foi expedido na última segunda-feira (04/02).

RELEMBRE O CASO IARLA LIMA

Na madrugada do dia 19 de junho, ao sair de uma festa na casa de shows Bendito, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, zona Leste de Teresina, o então tenente do Exército José Neto atirou e matou a própria namorada, Iarla Lima, por considerar que ela estaria “se insinuando” para outros homens.

Iarla Lima foi assassinada em junho de 2017 (Foto: Reprodução)

Ele atirou ainda contra a irmã e a amiga, que estavam no banco de trás, mas as duas conseguiram escapar. José Ricardo andou com o corpo da namorada até seu apartamento e estacionou o veículo. Um amigo vizinho foi quem primeiro viu o tenente, que decidiu atirar contra a perna, sendo levado para atendimento médico e depois preso.

José Ricardo chegou a ser preso, mas foi solto meses depois após uma decisão do juiz Antônio Reis de Jesus Nollêto. Na mesma época, o acusado se mudou para Recife, onde reside desde então.

 

Com informações do portal oitomeia

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