Exames comprovam: corpo era mesmo do ex-marido em Teresina que matou médica e depois jogou carro contra carreta

Acima o ex-marido que cometeu o crime ao lado da filha e da esposa médica; logo abaixo o carro que ele jogou contra uma carreta.

O corpo encontrado carbonizado na BR-316 em 11 de abril é mesmo de Kelson de Alencar Andrade, 35 anos, apontado como assassino da médica Caroline Nayane Brito Barbosa, de 33 anos. Kelson teria matado a ex com pelo menos 18 facadas dentro do apartamento da médica, no condomínio Colinas do Poty, zona Norte de Teresina, e em seguida jogado o carro na frente de um caminhão.

Uma irmã da médica trabalha no fórum de Timon e logo após o crime ela concedeu entrevista falando sobre o crime (reveja a matéria clicando aqui).

O resultado que confirmou a identidade do corpo só foi entregue à Polícia Civil do Piauí dois meses após o crimes.

Segundo a delegada Luana Alves, Núcleo de Feminicídio, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o resultado só foi possível com exames da arcada dentária e de DNA e chegou no final do mês de junho.

Caroline Naiane era médica formada pela UFPI, tinha 33 anos e mãe de uma menina de 5 anos (Foto: Reprodução)
“Recebemos o exame no mês de junho. O resultado comprova que o corpo encontrado carbonizado dentro do veículo era mesmo de Kelson Alencar. Já tínhamos fortes indícios, porém para oficializar só foi possível com o exame de arcada dentária e DNA”, disse a delegada.

Ainda segundo Luana, o inquérito já foi concluído e remetido ao judiciário.

“Foi um trabalho longo de apuração e durante todo esse tempo houveram diligências, ouvimos várias pessoas e chegamos a conclusão que o crime foi um feminicídio seguido de suicídio”, afirmou Luana.

Namorado estava no local do crime

Sobre o então namorado da médica que estava no apartamento no momento do crime e não impediu a morte, a delegada disse que não o responsabilizou.

“Isso ficará a critério do Ministério Público. Nós não o responsabilizamos e não encontramos nada contra ele, apesar de não ter feito nada para impedir a morte da médica. Talvez ele tenha se escondido por medo também”, concluiu a delegada

O Instituto de Identificação disse à época que o resultado seria mais demorado por conta da pandemia. Já que a equipe foi reduzida e a demanda continuou a mesma.

 

Do oitomeia.com.br

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