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Juiz de direito foi assassinado na frente do filho neste sábado

Cláudio Roberto Ost começou carreira na magistratura em 1994 e atuava na Vara do Trabalho de Santa Rosa Foto: Inácio do Canto / Secom/TRT4  

Com nove anos, o filho do juiz do Trabalho Cláudio Roberto Ost vive um segundo drama ao ter o pai assassinado com pelo menos cinco tiros no bairro Aberta dos Morros, na zona sul de Porto Alegre, na manhã deste sábado. Em janeiro de 2011, a mãe dele, Lourdes Terezinha Külzer, 37 anos, morreu em uma colisão frontal entre o carro que ela dirigia, um Civic, e um ônibus em Três de Maio. Ela foi socorrida, mas chegou ao hospital sem vida.

Lourdes foi a segunda mulher do magistrado, lembrado por colegas e amigos como um profissional estudioso e responsável. Nascido em Santo Cristo, Ost, 50 anos, ingressou na magistratura em 1994 e, desde março de 2003, era titular da 1ª Vara do Trabalho de Santa Rosa – cargo que ocupava pela segunda vez. Foi em Frederico Westphalen que ele passou na seleção para juiz do Trabalho.

— Eu fui o primeiro advogado a saber que ele havia passado — relembra o advogado trabalhista e amigo pessoal Tarcisio Vendruscolo, que morava no mesmo condomínio do magistrado.

De acordo com a nota emitida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, Ost ingressou na Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul em 20 de julho de 1990, como servidor. Em 1º de junho de 1994, tomou posse como juiz do Trabalho substituto. Promovido a juiz titular em 7 de março de 2002, atuou na 1ª Vara do Trabalho (VT) de Bagé, na VT de Santo Ângelo, na 1ª VT de Santa Rosa, na VT de Frederico Westphalen, na 2ª VT de Santa Rosa e, em março de 2003, reassumiu a titularidade da 1ª VT de Santa Rosa.

— Sempre foi muito prestativo e companheiro e tinha uma visão de mundo progressista do direito do trabalho, valorizando muito o direito social — relembra o colega Luiz Antonio Colussi.

Morador de Santo Cristo, o juiz foi executado por volta das 9h30min deste sábado, depois de pernoitar na casa da namorada, de 24 anos. Segundo informações iniciais, o magistrado deixava a residência depois de uma discussão com um adolescente de 17 anos. Sentindo-se inseguro, ele saía de carro acompanhado do filho, que viu o pai ser atingido por pelo menos cinco tiros. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de crime passional. O adolescente de 17 anos é ex-companheiro da namorada de Ost.

(Do Zero Hora de Porto Alegre)

 

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