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Juiz determina soltura da mãe que jogou recém-nascido no lixo em Timon e a classifica de vítima da sociedade

O juiz da 3ª Vara Criminal de Timon, José Elismar Marques, determinou a soltura da mãe que nesta semana colocou o filho dentro de um balde de lixo e deixou na porta de casa, tendo sido a criança encontrada morta por garis da prefeitura de Timon. O fato aconteceu na última quarta-feira (19) tendo ampla repercussão nos meios de comunicação.

Ana Nubia Almeida da Silva, 40 anos, mora com um filho de 20 anos e mais dois filhos menores de idade no bairro São Benedito em Timon. A polícia civil agiu rápido e no mesmo dia investigou e prendeu a acusada. Para a polícia timonense ela cometeu infanticídio.

Na decisão que soltou Ana Nubia Almeida da Silva, o juiz justifica : “A acusada é desprovida de cultura e sem  assistência social, sendo portanto, também vítima circunstancial desses fatores. Já com três, dois ainda menores, se viu na iminência de ter mais filhos e a todos ver sofrer a penas do desajuste social. O crime é grave e de grande repercussão social. O autor desses fatos nem tanto. Não vejo neste momento qualquer condições que justifiquem a prisão desta pobre coitada. Ela não demonstra ser criminosa em potencial ou que tenha agido com dolo grave”.

O magistrado expediu mandato de soltura determinando que a flagranteada compareça mensalmente em juízo para informar e justificar o que tem feito. Ela também foi proibida pelo juiz de frequentar bares, prostíbulos e casas de jogos.

5 cometários

Paulo Renand
Comentou em 21/07/17

Por mais que a decisão pareça uma afronta aos princípios morais e éticos da sociedade, é bem fundamentada e correta. A ânsia punitiva que toma conta de nosso país age de modo mais feroz justamente com esta parte da população: Negra, pobre, e da periferia. Medida cautelar só em casos extremamentes excepcionais e não é demonstrado nesse caso.

rafael
Comentou em 22/07/17

Nada haver,a mulher matou uma criança q não tinha nem como se defender e logo depois jogou o mesmo numa lata d lixo,isso não se faz nem com um animal morto,será q o estado vai custear o tratamento dessa senhora vitima da sociedade,já q ela está psicologicamente doente?simplesmente a soltaram….ja q ela não pode ficar presa,deveria ao menos ficar numa clinica psiquiátrica se tratando!

Fátima Parentes
Comentou em 21/07/17

Muito sábia a decisão do Exmo Sr Juiz, acredito que a mesma deve estar sob uma distúrbio mental, que nós médicos classificamos como ‘Depressão pós parto’, acomete mulheres após o parto e provoca alterações em seu comportamento

rafael
Comentou em 22/07/17

As coisas se inverteram nesse país;nem um animal faria o q essa pessoa fez e tb tenho certeza q essa mulher sabia o q era camisinha.e tb q ela ia encontrar uma família q ia adotar a criança.não da pra entender esse juiz,talvez seja eu q sou desprovido d cultura e inteligência!

Pedro Walber
Comentou em 23/07/17

Existe uma cultura no judiciário brasileiro de ser pró criminoso. O que a sociedade fez, pra que essa pessoa cometesse esse crime??

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