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Assista ao vídeo: Deputado bolsonarista que se negou tomar Coronavac permanece no fim da fila

Assista ao vídeo acima quando o deputado se negou a tomar a vacina

Goiânia – O deputado estadual por Goiás que se recusou a tomar Coronavac, a vacina disponível no posto de saúde, contra a Covid-19, permanece do final da fila para a imunização na capital goiana. A Justiça indeferiu o pedido liminar de Delegado Humberto Teófilo (PSL-GO), que pleiteava a suspensão dos efeitos do ato administrativo contra ele, determinado pelo prefeito da cidade, Rogério Cruz (Republicanos).

De acordo com a decisão da juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal, Marina Cardoso Buchdid, publicada na terça-feira (4/8), a escolha da vacina contra a Covid-19 não compete ao cidadão. Segundo ela, a Lei 13.979/2020 prevê inclusive a vacinação compulsória pelo Poder Público.

“Pautando-se no princípio da razoabilidade administrativa, estanho seria se se pudesse permitir a todas as pessoas a escolha do imunizante que se pretende tomar ou mesmo que elas, diante da opção pessoa de recusa, pudesse retorna a outros postos, entrando e saindo da fila, até que conseguissem uma vacina de seu agrado. Por certo tal postura seria incompatível com a atual realidade brasileira e comprometeria a possibilidade de cobertura ampla e célere do maior número de pessoas possíveis, colocando em risco o esquema vacina de toda a população”, afirma a juíza.

“Sommelier de vacina”

O deputado Delegado Humberto Teófilo, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), teve o CPF bloqueado no sistema Municipal de Saúde de Goiânia e foi colocado no fim da fila de vacinação. Isso porque ele se recusou a tomar a vacina disponível no posto de saúde, onde havia agendado a imunização. O fato ocorreu no último dia 29 de julho.

A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia. “A SMS esclarece que, com base no Decreto Municipal N⁰ 3.605, publicado no Diário Oficial (DOM), em 15 de julho de 2021, que estabelece normas sobre recusa de vacinas contra a Covid-19, o nome do deputado estadual, em questão, foi para o final da fila. Com isso, em Goiânia, ele só poderá ser vacinado após todas as pessoas acima de 18 anos serem imunizadas. O termos de assinatura de opção de recusa foi assinado por duas testemunhas, como prevê o decreto”, disse, em nota.

“Gente, eu exerci o meu direito de recusar a vacina, tendo em vista que a Coronavac, conforme estudos, não está apresentando grande eficácia. Também existem estudos, já comprovados, de que quem tomou a Coronavac vai precisar de uma terceira dose de reforço”, defendeu o deputado.

“Recebi como punição sumária do prefeito Rogério Cruz que irei para o final da fila sem qualquer critério. Ora, não podemos obrigar o cidadão a tomar determinada vacina sem o seu consentimento! Iremos recorrer ao judiciário para assegurar o meu direito”, continuou, em post na rede social.

Conforme mostra a gravação, o delegado agendou a vacinação contra Covid-19 no Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) Novo Horizonte, na capital goiana. Ao chegar no local, o parlamentar questionou qual seria o imunizante e não teve a resposta. Quando chegou a sala de vacina e soube que a aplicação seria com a Coronavac, ele se recusou.

Metrópoles não conseguiu contato com o parlamentar para checar se ele pretende levar a demanda adiante, recorrendo a instâncias superiores para garantir o seu direito de escolher o tipo de vacina que quer tomar.

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