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Morre em Teresina o esportista Lumasa, incentivador do esporte dos mais conhecidos

O ciclismo do Piauí está de luto. Morreu ontem (30), Luiz Márcio Salustiano, o Lumasa, um dos grandes incentivadores do ciclismo no estado. Há três anos, ele foi diagnosticado com leucemia, fez o tratamento e tinha se curado. Nos últimos dias, passou mal e foi internado. Ele não resistiu as complicações da doença e morreu.

Ciclistas do País lamentam a morte de Lumasa. Em Teresina foi um dos pioneiros no incentivo ao esporte. Ajudou a criar o Teresina Bike Clube, fundou a Federação de Ciclismo do Piauí, a  Federação Piauiense de Triathlon, realizou vários eventos como Praia de Verão e competições no estado.

O velório acontece na Pax União e, às 11h, o sepultamento acontecerá no cemitério São José. Amigos organizam um cortejo de bike para a despedida de Lumasa.

Juarez França Júnior, amigo do Lumasa e um dos fundadores do Teresina Bike Clube, lamentou a morte do parceiro.

“Ele foi o estopim de tudo isso. A maioria dos atletas do ciclismo no estado foi incentivado por ele, desde os antigos que já saíram de cena, até os novos, há um resquício da luta do Lumasa. Uma perda enorme para o esporte de rua do Piauí”, disse Juarez.

A ciclista Cristiany Siqueira Dantas, campeã piauiense de Mountain Bike, destacou a obstinação e a dedicação do Lumasa ao ciclismo.

“Ele ia a todos os eventos esportivos. Se tivesse 10 eventos no mesmo dia, ele dava um jeito de ir e divulgar. Era nosso pai, estamos órfãos. Um cara generoso, tirava do bolso para incentivar os atletas. Uma pessoa ímpar, ele merece todas as honras, nunca o vi com tristeza no rosto, estava sempre disposto a ajudar. Estamos todos de luto”, lamentou a atleta.

Ehrlich Cordão, criador do Rally Piocerá/Cerapió, lembrou que Lumasa criou a primeira Academia de Ginástica, trabalhava também com laser de crianças e adolescentes e foi um batalhador no esporte.

“Lumasa merece ser  homenageado com nome de rua, de centro esportivo, porque ele era um grande incentivador do esporte e merece todas as honrarias. Vivia para o esporte. Mesmo com a doença, ele continuava trabalhando, incentivando. Uma grande perda, perdi um amigo e o Piauí um lutador, um batalhador pelo esporte de rua”, disse Cordão.

 

Do cidadeverde.com

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