Alerta : São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas podem entrar em aceleração descontrolada de coronavírus

Ministério da Saúde avalia o risco nacional como ‘muito alto’ sobre pandemia nas próximas semanas

Testes para o coronavírus

Testes para o coronavírus – Agência Brasil
Rio – Um documento do Ministério da Saúde obtido pela Folha de S.Paulo mostra que quatro estados e o Distrito Federal estão em transição para a fase de “aceleração descontrolada” da covid-19 . São PauloRio de JaneiroCeará e Amazonas são os locais que têm alta incidência de casos, assim como o DF.

Rio de Janeiro 03/04/2020 – Centro de Nova Iguaçu com o comércio fechado devido a pandemia da covid-19. Foto: Luciano Belford/Agencia O DiaLUCIANO BELFORD/AGÊNCIA O DIA

Movimentação na Zona Portuária do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (25). Medidas como o isolamento social, fechamento de comércio e serviços não essenciais e restrição de circulação estão deixando as ruas vazias para evitar a propagação do novo coronavírus.KELLY DUQUE/AGENCIA O DIA

Movimentação na Zona Portuária do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (25). Medidas como o isolamento social, fechamento de comércio e serviços não essenciais e restrição de circulação estão deixando as ruas vazias para evitar a propagação do novo coronavírusKELLY DUQUE/AGENCIA O DIA

Movimentação na Zona Portuária do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (25). Medidas como o isolamento social, fechamento de comércio e serviços não essenciais e restrição de circulação estão deixando as ruas vazias para evitar a propagação do novo coronavírus.KELLY DUQUE/AGENCIA O DIA

Coronavírus – Movimento na Avenida PaulistaJORGE ARAUJO/FOTOSPUBLICAS

A análise faz parte do novo boletim epidemiológico do ministério que está previsto para ser divulgado neste sábado. O documento mostra que o Brasil ainda não tem testes e leitos suficientes para fase aguda da epidemia.

Este sábado é o 37º dia desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus no país. No documento a ser publicado, a pasta faz uma revisão da trajetória do vírus e reconhece gargalos diante de uma possível fase crítica.
Falta de equipamentos de proteção aumenta número de profissionais de saúde afastados no Rio e São Paulo
O documento descreve quatro fases para a epidemia: localizadaaceleração descontroladadesaceleração e controle.

A avaliação da pasta é que nos quatro estado e no DF, a taxa de incidência já fica acima da nacional, que é de 4,3 casos por 100 mil habitantes. No Distrito Federal, já é quase o triplo: 13,2 casos a cada 100 mil habitantes.

Por isso, a pasta reforça a recomendação para que os estados mantenham medidas de distanciamento social. “Este evento representa um risco significativo para a saúde pública, ainda que a magnitude (número de casos) não seja elevada do mesmo modo em todas os municípios”, aponta o ministério, que avalia o risco nacional como “muito alto”.

Isso porque haverá uma insuficiência de insumos. De acordo com o documento, a rede atual de laboratórios é capaz de processar 6.700 testes por dia. No momento mais crítico da emergência, porém, serão necessários 30 mil a 50 mil testes por dia.

O ministério divulgou finalizar parcerias para ampliar a testagem e chegou a anunciar 22,9 milhões de testes. “No entanto, não há escala de produção nos principais fornecedores para suprimento de kits para pronta entrega nos próximos 15 dias.”

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Sobre os leitos de UTI e internação, a avaliação aponta que também não estão ainda “devidamente estruturados e em número suficiente para a fase mais aguda da epidemia”, que diz ainda que há “elevado risco para o SUS”.

“E apesar de alguns medicamentos serem promissores, como a cloroquina associada à azitromicina, ainda não há evidência robusta de que essa metodologia possa ser ampliada para população em geral”, informa.

O Ministério da Saúde recomenda aos estados que implementaram medidas de restrição de circulação mantê-las até que o suprimento de equipamentos e profissionais seja suficiente, conclui o documento.

Segundo a análise, medidas de restrição e distanciamento social têm ajudado a estruturar a rede de saúde “para o período de maior incidência da doença, que ocorrerá dentro de algumas semanas.”

Do portal IG e jornal O Dia

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