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Assista ao vídeo: Mulher policial e funcionária de pousada se agridem em Jericoacoara

Dona da pousada afirma que policial se recusava a cumprir normas sanitárias e queria levar para a piscina da pousada amigos que não estavam hospedados, contrariando as normas do estabelecimento.

Câmeras de segurança registraram o momento da briga entre uma inspetora da Polícia Civil e uma funcionária de uma pousada em Jericoacoara, no litoral do Ceará. A confusão aconteceu na noite deste domingo (11), quando a policial foi filmada agredindo uma funcionária da pousada onde estava hospedada.

O vídeo obtido pelo Sistema Verdes Mares mostra a funcionária seguindo a inspetora e filmando a reação dela. Segundo a funcionária, a policial se recusava a cumprir as normas do estabelecimento. Ainda no vídeo, a inspetora vira e começa a agredir a funcionária da pousada, que a filmava. O vídeo também mostra as duas caídas ao chão, trocando agressões.

Defesa nega que policial agrediu

Em defesa da inspetora da Polícia Civil, o Sindicato dos Policiais Civis de Carreira no Estado do Ceará (Sinpol-CE) afirma que a policial foi vítima da violência e filmada em trajes de banho sem autorização. De acordo com o coordenador jurídico do Sinpol, Kaio Castro, foi a funcionária da pousada que iniciou as agressões.

“A funcionária se exaltou e começou a filmá-la sem autorização, com traje de banho, e começou a partir daí a ocorrência. Ela não permitiu, tentou pegar o telefone da funcionária, não preparada para uma situação dessas, que a funcionária tão logo percebeu que o telefone estava sendo tomado dela, derrubou ela no chão. Inclusive, as primeiras agressões físicas partiram da funcionária”, defendeu o coordenador jurídico.

Funcionária contesta

Na versão da recepcionista Brenda Olímpio, que aparece nas imagens da confusão, a policial teria tentado fazer uso da piscina acompanhada de pessoas que não estavam hosdepadas no local. Ao ser informada que não era permitido, devido às regras do hotel, ela teria se irritado e começado a gravar os hóspedes do local. A briga ocorreu após a funcionária gravar a policial andando pelo estabelecimento e gravando os outros hóspedes.

“Eu disse que infelizmente a área da piscina já estava fechada. Ela falou ‘então vamos todo mundo pro quarto’, eu falei que não era permitido, ela se negou, e foi quando disse que era policial civil e pôs a identificação dela bem próximo ao meu rosto”, contou a funcionária.

No vídeo da confusão, registrado por câmeras de segurança do hotel, é possível ver que a policial se vira para a funcionária, retira o celular das mãos dela e o joga no chão. Imediatamente depois se iniciam as agressões físicas e as duas caem ao solo aos puxões de cabelo.

Dois homens aparecem na filmagem se aproximando das duas e depois apartando a briga.

“Foi uma situação muito constrangedora pra um hóspede que tá passando, vivenciar essa situação, e ela saiu fazendo filmagem da minha pessoa. Pra eu me defender, comecei a fazer um vídeo dela”, acrescentou a recepcionista.

Vídeos vão ser avaliados

Ao negar que a policial tenha agido de forma violenta contra a funcionária, o coordenador do Sinpol afirma que o vídeo pode gerar interpretação “tendenciosa”, e que houve “perseguição” contra a inspetora.

“Houve sim uma perseguição referente a pessoa dela, houve. Inclusive, isso é fato notório que Jericoacoara tem se tornado infelizmente alvo de ocorrências e sempre envolvendo policiais”, alegou.

Ainda de acordo com ele, as imagens vão ser analisadas para avaliar a necessidade de instauração de procedimento administrativo contra a policial civil.

“A gente está juntando todos os vídeos para remeter a uma eventual instauração de procedimento administrativo disciplinar, para que seja apurado. Inclusive, é muito tendecioso criar interpretação com base em vídeos de poucos segundos. É interessante que se tenha a integralidade do vídeo e que se ouçam as testemunhas, que existiram muitas”, concluiu.

Polícia acionada

Segundo Antônia Maria de Sousa, proprietária do hotel, no momento em que os policiais militares acionados para a ocorrência chegaram ao local e descobriram que a suspeita também era policial, se negaram a atender a caso.

“Os policiais disseram que não iam levar ela na delegacia e eu fui saber o porquê. Me disseram que se quisesse que a gente contratasse um táxi para ir até a delegacia. Ela (funcionária) chorava muito, estava muito machucada e o tenente muito alterado. O policial militar me jogou no chão e me chutou dizendo que não era meu empregado. Ainda pegou meu celular e jogou dentro da viatura. Nos humilhou muito”, afirmou a empresária.

A vítima ainda reclamou por não ter sido acolhida pelos policiais militares e não ter sido auxiliada por eles a fazer o exame de corpo de delito. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a ocorrência vem sendo apurada.

“Todas as circunstâncias do fato, bem como do atendimento prestado pelos profissionais de segurança acionados até o local são acompanhados pela pasta. Oitivas ocorrerão ainda na nesta segunda-feira (12), na Delegacia Regional de Camocim”, disse a Secretaria.

Por nota, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) informou ter determinado a imediata apuração dos fatos na seara administrativa disciplinar. A inspetora não atendeu as ligações feitas pela reportagem.

 

Do Diário do Nordeste

 


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