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Com propostas inovadoras, Simplício Araújo fala como pretende desenvolver o Maranhão

Depois de ser dias atrás nome de destaque no primeiro debate da TV Difusora com os candidatos ao governo do Maranhão, Simplício Araújo agora participou de “O Imparcial Entrevista” e teve a oportunidade de mostrar seus projetos para desenvolver o estado ,caso seja eleito para comandar o maior cargo do executivo.

Durante a conversa, Simplício Araújo revelou que pretende criar um banco digital para os maranhenses; instituir a lei que vai gerar emprego no Maranhão; pretende dar uma nova conotação aos IEMAS, criar institutos de inovação, emprego, produção e renda, e falou, ainda, sobre sua experiência como secretário de Indústria e Comércio do Maranhão, entre outros assuntos. Confira a entrevista na íntegra no canal do Youtube de O Imparcial .

O IMPARCIAL: A nossa pergunta básica inicial é por que o senhor pretende disputar o Governo do Estado?

SIMPLÍCIO: Eu trabalhei muito e por onde eu passei eu tenho muitos resultados. Minha vida pessoal como deputado, como secretário e vejo que o Maranhão tem hoje mais de um bilhão de pessoas dependentes do Bolsa Família, tem mais de um milhão de pessoas endividadas, mais da metade da população não faz as três refeições e um milhão de pessoas pelo menos passa fome no Maranhão, nós temos grandes potenciais desde a época do então governador José Sarney isso tem sido cantado, tem sido estudado e até hoje ninguém colocou isso para realmente funcionar.

E aí Borges, qual é o meu diagnóstico, qual é a minha visão sobre isso? A minha visão é que a classe política falhou a maior parte da classe política falhou, nós hoje estamos avançando muito fortemente no Maranhão. O Maranhão cresce, o Maranhão se desenvolve, o Maranhão tem oportunidades, mas boa parte dessa classe está com o pé em cima do crescimento e do desenvolvimento do nosso estado.

O IMPARCIAL: O que o senhor acha que fracassou do governo do qual o senhor participou e o quê, de positivo, o senhor pretende tirar dessa positividade pra sua campanha de governador?

SIMPLÍCIO: Olha, eu não tenho como julgar um governo que viveu a pior crise econômica e uma crise sanitária como o governo Flávio Dino viveu, mas eu destaco por exemplo a nota de crédito, a nota de crédito do Maranhão jamais a gente passaria por esses momentos com outro governador e traria o Maranhão até esse momento com essa nota de crédito, com esses indicadores como, por exemplo, o menor número de mortes na pandemia num estado mais pobre, uma série de outros números que a gente tem que tocar pra frente.

Agora Borges, eu não vou repetir, continuar, até porque o Maranhão como a casa da gente pede mais a cada dia. Por exemplo, no programa Restaurante Popular eu não vou continuar, por quê? Porque eu quero fazer um banco digital aqui no Maranhão, esse banco digital vai emitir um cartão e eu vou fazer esse cartão chegar com assertividade a quem precisa. Hoje tão distribuindo cesta básica, hoje tão distribuindo peixe, será que essa cesta básica e esse peixe tá chegando a quem precisa lá na ponta, então, se eu tiver um cartão para realmente levar o cadastro a quem tem cadastro único, ou seja, pra quem é dependente dos programas sociais, pra quem realmente é pobre, eu vou evitar que essas cestas que esse peixe seja usado politicamente. Com esse cartão eu vou dar mobilidade ao maranhense, ele vai poder comer em qualquer lugar e vai levar essa renda que é lá daquele restaurante apenas, para outros restaurantes e fazer com que as pessoas possam ter uma renda extra também fora do programa.

O IMPARCIAL: O senhor participou da Secretária de Estado de Indústria, Comércio e Energia. Como esse potencial imenso que o Maranhão tem nesse segmento que o senhor participou como secretário, pode ser colocado no plano de governo ou de que forma o senhor pretende fazer isso?

SIMPLÍCIO: Borges, se nós não tivermos um plano aqui no Maranhão, nós vamos chegar em 2026, em 2030, em 2034 com essa mesma “lengalenga”. Tem senador aqui no Maranhão criado dentro da política, os dentes estão lá em cima do palácio e o senador passa oito anos em Brasília, volta pra cá e vem dizer, vem com essa “lengalenga” de que o Maranhão é pobre. Então o que que nós precisamos? Nós precisamos entender que a política tem que ter uma meta. No Ceará, por exemplo, os indicadores da educação estavam baixos e se atrelou o repasse do ICMS a metas educacionais, isso melhorou o INDEB lá do estado.

Aqui o que nós precisamos? Nós temos 217 prefeitos que movimentam mais de onze bilhões por ano. E um governo do estado que movimenta vinte, mas a iniciativa privada movimenta mais de cinquenta bilhões. Então, no mínimo eu tenho que ter essas prefeituras e o governo do estado com um rumo a seguir, não adianta 217 prefeitos irem para um lado e o governador ir pro outro porque a gente não vai a lugar nenhum, então, se nós tivermos aprovação ao nosso plano do povo do Maranhão, eu tenho certeza que essa aprovação será a líder necessária que nós precisamos pra inaugurar um novo momento no Maranhão.

Parar com essa história de Prefeito que nem assume o mandato, o mandato começa em janeiro, mas em dezembro ele já tem o melhor carro da cidade, já tem a melhor casa, passa quatro, oito anos, tem gente que tá com oitenta anos mandando em municípios no Maranhão e esses municípios não melhoram os indicadores e aí a culpa é do Governador, então nós precisamos dar um “para pra arrumar” e precisamos compreender.

O IMPARCIAL: O Maranhão é uma potência portuária, rodoviária, ferroviária e com relação à localização geográfica. Tudo isso são fatores contribuintes pra o desenvolvimento integrado. Mas a gente não vê isso aqui no Maranhão. Por quê que aqui as coisas não são conforme o potencial?

SIMPLÍCIO: É por isso que eu sou candidato a governador. Porque a gente vê pessoas falando de lei para gerar emprego, não existe lei pra gerar emprego. As pessoas ficam falando em grandes obras pra gerar emprego, se você for analisar Maranhão, Piauí, o próprio Pará, só a gente somar, a Alumar com a AVB lá em Açailândia, a Vale e mais umas duas empresas aí grandes que nós temos no Maranhão, nós temos muita coisa grande e jamais um governador vai atrair de novo o que nós já temos pra cá pro Maranhão mesmo que venham portos e outras coisas.

O que nós precisamos fazer? É estabelecer a nossa produção. Nós somos dependentes de produtos comprados em outros estados da federação. Na sua casa quando você chegar hoje, vai lá na dispensa. O seu vinagre é de fora do Maranhão. Vinagre é água com 3% de produto químico e tá vindo de fora do Maranhão. Nós estamos trazendo café, porque o café não dá conta de atender todo o Maranhão, o açúcar, o leite, o trigo, a massa de milho pra fazer o cuscuz.

O IMPARCIAL: O que o senhor pretende fazer?

SIMPLÍCIO: Nós temos que fazer o que eu fiz com a cerveja Magnífica. O que é a cerveja Magnífica? A cadeia produtiva da mandioca “tava” lá com quatro toneladas por hectare, se você for comparar com o Pará, é trinta toneladas por hectare e no Paraná é trinta e cinco. Nós lançamos a cerveja magnífica e pedimos a Ambev que só comprasse produtos, só comprasse mandioca pra fazer a cerveja Magnífica dos pequenos produtores. Hoje tem quinze mil famílias vendendo pra cerveja Magnífica.

O outro pedido foi que ela me ajudasse a trazer pra cá uma pecuária. A fecularia está se instalando lá em Humberto de Campos. Quando ela estiver funcionando será mais trinta e cinco mil pessoas, totalizando cinquenta mil pessoas só nesse arranjo produtivo. Se você for parar pra olhar, a gente come frango, 2/3 do frango que a gente come aqui vem de cada três frangos, dois vem de fora e nós estamos aqui muito mais próximos do que o Paraná, por exemplo, de mercados internacionais como os Estados Unidos ou como a Europa. Objetivamente, na área de educação, o que o senhor pretende já que a educação é fundamental para o desenvolvimento de qualquer cidade, qualquer estado, qualquer país? Bom, primeiro a gente fala de dois tipos de educação, educação básica e educação profissional que a gente precisa muito.

Por exemplo, eu pretendo dar uma nova conotação aos IEMAS, eu vou criar institutos de inovação, emprego, produção e renda. Por que isso, Borges? Porque os IEMAS estão com as demais escolas de segundo grau ainda. Eu quero levar esses institutos lá pra dentro, pra Suzano, lá em Imperatriz, lá pro pra cadeia do gesso lá em Grajaú, lá pro ouro em Godofredo Viana, levar pra piscicultura, pra bovinocultura, pra avicultura, pra que os nossos jovens possam sair do ensino já sabendo um rumo ou que nós temos uma determinada produção ou cadeia produtiva que ele pode explorar, que ele pode realmente adentrar e que pode fazer dinheiro ali.

O outro o outro braço, Borges, é esse da educação. Eu pretendo pagar a dívida que nós temos, por exemplo, com os professores. Nós temos que repassar os 33,4% do repasse federal pros professores. Nós temos também que valorizar, inclusive dar um amparo psicológico tanto pros professores como para os alunos, porque os alunos foram muito combalidos aí em decorrência dessa pandemia, como também os professores que perderam, parentes, perderam alunos e tiveram aí toda uma dificuldade pra ficar em casa tentando de alguma forma trabalhar com as novas tecnologias. Se nós aqui no Maranhão, nós não inserimos tecnologia na educação nós vamos perder tempo, nós vamos ficar pra trás. Então, nós pretendemos fazer aí a capacitação de professores, de profissionais e de alunos e acima de tudo aferisse esses novos mecanismos, essas tecnologias estão realmente servindo para os nossos alunos.

O IMPARCIAL: Candidato, Simplício Araújo, o seu partido tem um tempo de minuto de televisão. O senhor é candidato sem nenhuma integração partidária. Se não tem uma coligação não vai ter consequentemente um lastro político no interior de prefeitos, de deputado e de lideranças políticos. Como conseguir fortalecer a sua candidatura nesse cenário?

SIMPLÍCIO: Com essa boa notícia pro Maranhão, eu sou o único candidato que verdadeiramente pode ofertar, pode cumprir o que tá prometendo, porque eu não “tô” partilhando o governo antes, eu não fiz nenhuma negociata e nem farei, eu vou seguir meu plano, eu vou colocar ele pra funcionar com o apoio do povo do Maranhão e depois todo mundo vem, Borges, porque quando a ideia é boa, todo mundo aprova, todo mundo vem. Então, nesse momento eu não tenho nenhum problema e não vejo isso como dificultador.

O Zema, atual governador de Minas Gerais, ele foi pra campanha o ano passado sem um segundo de TV. E vários outros governadores como Witzel, como Wilson Lima, como outras pessoas chegaram também ao poder. Eu acho que isso não tem nada a ver principalmente nessa época de tecnologia. Aliás, eu não passo um minuto na frente da TV, eu passo um cerca de dez, doze horas no celular, que é o que o povo inteiro faz.

O IMPARCIAL: O governo, no qual o senhor participou, voltando novamente lá no início dessa conversa. Iniciou em 2018 com uma coligação de 16 partidos, o senhor não tem nada disso pra começar o governo. O governo o qual o senhor participou não era ideologicamente comunista como era o partido do Governador. Qual é a sua ideologia política e como você pretende fazer um governo nas circunstâncias que eu acabei de citar ?

SIMPLÍCIO: Primeiro falar de ideologia, no estado que eu tenho três milhões de pessoas que não estão se alimentando direito, mais de um milhão de desempregados, um milhão de pessoas passando fome, eu acho que isso não é pra cá pro Maranhão. Vamos deixar esse assunto de ideologia pra Minas, pra São Paulo, que são estado ricos. Aqui no Maranhão, a minha ideologia é resultado.

Sempre busquei, na minha vida pessoal, na minha passagem pela Câmara dos Deputados, na Secretaria de Industria e Comércio, colocar coisas de pele e acima de tudo correr atrás de desafios como foi, por exemplo, ir à China buscar os respiradores que sem esses respiradores o governador não teria ampliado leitos, ampliado hospitais aqui no estado do Maranhão, arrecadar mais de cento e sessenta e seis milhões de reais com iniciativa privado em álcool, álcool em gel, com ambulância, uma série de insumos pra ajudar o nosso povo. Eu gosto de desafios e eu acredito no Maranhão.

Eu acho que tem muita gente equivocada porque eu não vejo nenhum estado com potencial que nós temos. Eu não acredito mais é no potencial da maioria da classe política.

O IMPARCIAL: O Brasil hoje tá dividido entre Lula e Bolsonaro. Praticamente essa polarização dificilmente vai mudar até a eleição ou segundo turno. Como o senhor se situa entre esses dois candidatos? O senhor é de direita, de esquerda, falou que não gosta de ideologia, mas não tem como fugir disso. De que lado o senhor está na disputa presidencial? No caso de um candidato vir aqui, o seu palanque será oferecido a qual?

SIMPLÍCIO: Eu estou do lado do povo do Maranhão eu acho agora a gente tem que romper a situação que nós estamos vivendo, gerar emprego, gerar renda, independente de quem seja o Presidente da República, no primeiro dia eu vou tá lá. Eu adianto, adio, a minha posse aqui, vou pra lá, porque um Estado pobre como o Maranhão, eu preciso unir os 217 prefeitos o Governo do Estado, a Presidência da República, a iniciativa privada, os organismos internacionais pra gente reverter essa situação que nós estamos vivendo.

Só assim a gente vai verdadeiramente ter um Maranhão para todos, como eu tenho colocado, um Maranhão com mais emprego, mais crescimento e desenvolvimento. É isso que eu quero fazer, é pra isso que eu vou trabalhar, é por isso que eu quero ser Governador. Não é pra levantar uma bandeira partidária, é pra levantar a bandeira contra a fome, contra a miséria e a favor dos maranhenses e acima de tudo do emprego.

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Elias Lacerda

Elias Lacerda

Elias Lacerda
Jornalista apaixonado pela notícia e a verdade