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Um domingo com a poesia do juiz de Timon Weliton Carvalho

Magistrado dos Feitos da Fazenda Pública de Timon, o juiz Weliton de Carvalho nas horas vagas tem o bonito hábito de cultuar uma das formas mais elevadas do espírito humano: Ele desenvolve poesias. Para tanto, o juiz tem até uma página na internet para publicar seus trabalhos literários.

A sua mais nova obra publicada é intitulada Beleza e Vazios, uma poesia de muita reflexão e uma ótima pedida para este domingo de folga.

Confiram abaixo:

 

BELEZA DOS VAZIOS

De repente as coisas poderiam ter outro nome,
outra textura, cheiros e tonalidades de silêncio:
percebia o vento farfalhar em algazara no quintal
e a lua se esgueirava na cerca se mirando no poço.

O mundo (meu mundo) estava ali todo pronto,
mas sentia que bananeiras e o musgo cochicavam
como se conspirassem desejos de mudar o destino:
diante dos meus olhos a brisa se vestia de azul

e deslizava por manhãs entranhadas de dúvidas
que desaguavam em tardes sonolentas e ávidas
de qualquer coisa que não conseguia perceber:

antes da noite anunciar o mistério das estrelas
me vinha o misto de pertencimento e estranheza
– tinha vindo ao mundo para a beleza dos vazios.

4 cometários

Gustavo Augusto
Comentou em 01/08/21
Raimundo Gomes
Comentou em 01/08/21

Muito boa a poesia do magistrado. O Portal do Elias Lazerda deveria também procurar os filhos de Timon que escreveram várias obras literárias sobre Timon, que estão esquecidos. Nosso município tem escritores de peso e medida. Procura eles Elias,faz uma divulgação também das obras deles. Tenho certeza que contribuirá em muito para a cidade. Os mesmos estão no anonimato sem vez e sem voz.

Soares sobrinho
Comentou em 01/08/21

PARABENS DR MUITO BONITA,A POESIA.

CÉSAR WILLIAM
Comentou em 02/08/21

SARTREANDO NO LESTE

Timon não só tem fortes nomes na litetratura, como tem também um chama para os que trilham nos enigmáticos corredores das letras. Deixaremos alguns desses nomes para uma publicação em uma crônica que em breve publicarei nesta página eletrônica, se me for permitido.

Sobre esse poema, é um soneto em que o autor preferiu não se utilizar de uma das fortes indumentárias do gênero, a rima. Entretanto, sua plasticidade é tão bem construída que a falta do aludido recurso em nada reduz o valor da produção.

Quanto à sua essência, é de teor existencialista cuja linha tem como precursor, Jean Paul-Paul Sartre, filósofo e poeta francês do século XX. Weliton é feliz, a começar pelo título do seu trabalho em que a palavra VAZIOS nos dá mil ressonâncias, do seu, dos nossos e de outros mundos.

Já conheço boa parte da sua produção que me fora apresentada pelo também poeta, Paulo Rodrigues e, salvo engano, é membro de um grupo virtual do qual também faço parte, OS INTEGRANTES DA NOITE que acolhe dezenas de poetas, escritores maranhenses que estão em plena produção e evidência.

O lirismo derramado em cada verso dá-nos um tom incomum, pois as cores distribuídas não têm cores, somente “tonalidades de silêncio” que parem inusitadas sinestesias em ricas melopeias. Parabéns! Parabéns também a esta página eletrônica que recebe esse requinte para brindar seus leitores, estilhaçando a vidraça da mesmice.

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