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Polícia já acredita que promotor de justiça matou esposa e depois cometeu suicídio

O apartamento do promotor Marcus Vinicius da Costa Moraes Leite e de sua mulher, Luciana Alves de Melo, encontrados mortos na manhã de ontem terça-feira (17), no Rio de Janeiro, tinha sinais de briga, como objetos jogados pelo chão. A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios (DH) é a de que Leite matou a companheira e cometeu suicídio em seguida. O casal, segundo amigos, tinha um histórico de desentendimentos por ciúmes. Luciana, que era servidora do Ministério Público estadual, levou quatro tiros. Já Marcus Vinícius foi encontrado com um tiro na boca.

Os corpos foram achados pela empregada do casal, na manhã de ontem , no imóvel, localizado na Rua Coronel Paulo Malta, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A polícia acredita que o crime tenha ocorrido no último domingo, já que os vizinhos ouviram disparos durante a tarde.

Luciana era servidora do Ministério Público
Luciana era servidora do Ministério Público Foto: Reprodução

Ao lado do corpo do promotor foi encontrada uma arma de sua propriedade, que teria sido usada no crime. A porta da residência estava trancada, sem sinais de arrombamento ou assalto. O ar-condicionado estava ligado.

— Estavam os dois corpos no chão da sala do apartamento. Tudo indica que foi crime passional seguido de suicídio. Não há nada que indique que o crime tenha ligação com a atividade dele — afirmou o promotor Homero das Neves, responsável pelos inquéritos da DH, ao deixar o prédio onde o crime ocorreu.

O Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) fará um exame para saber se há vestígios de pólvora nas mãos do casal. Outras hipóteses para o crime ainda não foram descartadas pela polícia, mas elas são consideradas muito remotas pelos investigadores.

Na página de Luciana no Facebook é possível ver que o relacionamento do casal teria começado no fim de 2015. A última postagem dela foi no dia 7 de janeiro, durante uma viagem de réveillon para Playa del Carmen, um conhecido destino turístico no litoral do México.

Marcus Vinicius era titular da Promotoria da 20ª de Investigação Penal (PIP) da 1ª Central de Inquéritos, em Campo Grande, e atuou no combate às milícias por cerca de 10 anos. Atualmente, ele também estava no Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ele se tornou promotor em julho de 2002.

A última grande operação contra as milícias na qual o promotor atuou ocorreu em 23 de dezembro do ano passado. A ação tinha como alvo o grupo de Wellington da Silva Braga, o Didi, irmão de Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes, morto em confronto com a polícia.

Rabecão em frente ao edifício do promotor
Rabecão em frente ao edifício do promotor Foto: Carolina Heringer

Enterro em Niterói

O enterro de Marcus Vinícius estava prevista para a tarde desta quarta-feira, no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Já Luciana será sepultada no Cemitério de Irajá, às 15h30.

Por causa das mortes, o procurador-geral de Justiça, José Eduardo Ciotola Gussem, decretou luto oficial nas dependências do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por três dias.

Do Extra

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