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Crise nas estradas: capital Fortaleza amarga cancelamento de reservas e falta de alimentos nos hotéis para o feriadão

Problema também está sendo responsável pelo cancelamento das reservas de turistas na rede hoteleira da Capital

Com a falta de alguns alimentos por conta da greve dos caminhoneiros no Brasil, hotéis de Fortaleza estão sendo obrigados a adaptar seus cardápios para atender à demanda dos hóspedes, principalmente no café na manhã. O problema também está sendo responsável pelo cancelamento das reservas para o feriadão de Corpus Christi.

Nos últimos dias,  com a crise das estradas, o número de turistas que ligam para os estabelecimentos para cancelar hospedagens vem sendo considerável. O problema deve permanecer até esta quinta-feira, 31, afirma o presidente da Associação da Indústria Brasileira de Hotéis no Ceará (ABIH-CE), Eliseu Barros.
Em igual período do ano passado, a taxa de ocupação nos hotéis da Capital foi de 62%. Para este feriadão, a expectativa dos empresários era que 52% dos leitos ficassem ocupados. Agora, a projeção da ABIH-CE é taxa abaixo de 50%.  As reservas estão sendo canceladas tanto por turistas que chegariam a Fortaleza de avião, considerando a escassez de combustível em grande parte dos aeroportos do País, quanto pelos visitantes que viriam de carro de outros estados e do Interior cearense, por rodovias.
“Além de turistas das regiões Norte e Sudeste, muita gente de estados como Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco já cancelou suas reservas. As famílias estão apreensivas em viajar e ficar presas nas estradas, com os bloqueios. Ainda há o problema da falta de combustível nos postos. Estamos vivendo um problema que saiu do controle. Para piorar a situação, os petroleiros estão fazendo paralisação. Os prejuízos para os hotéis do Ceará são de milhões de reais”, afirma Eliseu.
O presidente da ABIH-CE diz que, apesar da falta de alguns alimentos nos restaurantes dos hotéis, o abastecimento está garantido para o feriadão. “Não temos batata-inglesa, laranja, banana e folhas, por exemplo. Mas estamos adaptando os cardápios”, observa.
O gerente-geral do Gran Marquise Hotel Fortaleza, Philippe Godefroit, informa que os cancelamentos de reservas feitos nos últimos quatro dias já somam prejuízo de mais de R$ 60 mil para o empreendimento. Ele avalia a situação como um “banho de água fria” na expectativa do setor hoteleiro da Capital para o Corpus Christi.
“Certamente, a taxa de ocupação vai ficar bem abaixo de 50%. Aqui, no hotel, já está faltando laranja, banana, água de coco e o frango está acabando. Mas estamos buscando alternativas”, diz.
(De O Povo)


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