Turista morta na Rocinha visitou feira de artesanato e laje antes de ser baleada por PM

Maria Esperanza Jimenez Ruiz Foto: Reprodução facebook / Agência O Globo

A turista espanhola que morreu na Rocinha, Zona Sul do Rio, nesta segunda-feira, foi deixada com a guia próximo a um local onde há uma feirinha de artesanato no interior da favela. Maria Esperanza Jimenez Ruiz, de 67 anos, o irmão, Jose Luis Jimenez Ruiz, e a cunhada, Rosa Margarita Martinez Fernandez, também conheceram a laje de um morador e, depois, seguiram com o grupo a pé até o Largo do Boiadeiro, onde reencontraram o motorista.

A delegada Valéria Aragão, da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), disse que, no depoimento, a guia turística afirmou que fazia esse tour desde 2012 e já havia ido à Rocinha mais de 150 vezes. A guia contou também que antes de seguir para a favela consultava um guia do local para saber sobre as condições na comunidade. A delegada informou que vai intimar o guia da favela para saber mais detalhes sobre essa consulta.

Em depoimento ao qual o “Jornal Nacional”, da TV Globo, teve acesso, o irmão de Maria Esperanza disse à polícia que o grupo chegou ao Rio na última sexta-feira, dia 20, e vinha de viagens pela América do Sul. Antes de chegar ao Rio, os turistas passaram por Bogotá, Buenos Aires e Foz do Iguaçu. Depois de terem passeios programados por todo o fim de semana, Maria Esperanza, José Luiz e Rosa Margarita tinham a segunda-feira livre e pediram para visitar uma favela. Pela visita, cada um pagou R$ 140.

Tenente tem prisão pedida

O tenente Davi dos Santos Ribeiro, apontado como o autor do tiro que matou a espanhola, teve a prisão preventiva pedida à Justiça pela Divisão de Homicídios (DH). O PM prestou depoimento na especializada e deixou o local na manhã desta terça. Ele ficará preso no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói, na Região Metropolitana. As informações são do “Bom Dia Rio”.

No momento em que deu o tiro, Ribeiro estava com outro oficial e um soldado. Este último deu um tiro para o alto e responderá apenas pelo crime militar de disparo de arma de fogo. O soldado não foi autuado na DH nem teve a prisão pedida à Justiça.

O tenente é lotado no 5º BPM (Praça da Harmonia), mas estava cedido ao 23º BPM (Leblon) para reforçar o policiamento na Rocinha. Segundo informações da PM, esta foi a primeira ocorrência em que o oficial se envolveu que resultou em uma morte.

(Jornal Extra)

Elias Lacerda

Jornalista apaixonado pela notícia e a verdade

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