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65% dos ricos estão nas universidades públicas do Brasil e Banco Mundial recomenda que governo acabe com gratuidade

 
Acima veja aspecto do portal de entrada para o Campus da Universidade Federal do Piauí.
Em mais uma medida para cortar gastos, o Banco Mundial recomendou ao governo que extinguisse o acesso gratuito ao ensino superior público. O relatório “Um ajuste justo – propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, elaborado pelo Banco, defende que as despesas com ensino superior são “ineficientes” e “regressivas”.

Com o objetivo de economizar até 0,5% do PIB do orçamento federal, a ideia é que o governo continue subsidiando os estudantes que estão entre os 40% mais pobres do País. Os alunos de renda média e alta, por outro lado, poderiam pagar pelo curso depois de formados: durante a faculdade, teriam acesso a algum tipo de crédito, como o Fies.

Isso porque, segundo o documento, mais de 65% dos estudantes de universidades públicas pertencem aos 40% mais ricos da população.

Além disso, o custo de um estudante em universidades públicas é de duas a cinco vezes maior do que estudantes em universidades privadas. Enquanto, nas instituições pagas, o preço médio de um aluno é de cerca de R$ 14 mil por ano, nas estaduais, saem por R$ 28 mil e, nas federais, esse número vai para R$ 41 mil.

(Do Extra)

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