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Leia Tempo – um artigo escrito por timonense

TEMPO

As paredes da casa de outra cor. E paredes fora do lugar. E os risos acumulados na estante. E o vaso de flores silencioso. E os retratos fiéis ao tempo em que nasceram. E os sons de cada amanhecer se mesclando ao alívio de poder ouvi-los de novo. Iguais. Apesar de mesmo sua voz está diferente e menos jovial e as nuvens espessas trazerem outro clima. E as malas indecisas. A velha máquina de costurar. E um brilho tênue. E quantas coisas se propuseram a ser. E quantos dias se tornaram infinitos.E a gratidão que borbulha. E os olhos de seus irmãos, numa lembrança genuína. A cor dos azulejos. Os discos pendurados em seu quarto. E os retalhos de cada coisa vivida e amada. E o desgosto pelas coisas fúteis, que nunca trouxeram de volta o amor investido, desrespeitando as severas leis da natureza.

E a perfeição dos mistérios. E o perfume que aquecia sua pele. O mar. As profundezas das cores. Os vestidos. O caminho para escola. A coleção de conchas. As cicatrizes nos joelhos. Os diplomas. As convicções trêmulas. E muito daquilo que poderia ter. E não foi. As cartas da sua avó. O laço que você levou consigo. E cada saudade tropeçando em montanhas de escudos. Frágeis. E tudo foi mantido pelo tempo. Mas nós o desperdiçamos como se claro e modesto, ele fosse infinito!

Texto da jornalista timonense Daniele Lima

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