Prefeito Luciano Leitoa denuncia que interesses políticos tentam atrasar reforma da Ceasa e diz que mercado está projetado para ser um cartão postal da cidade

O prefeito Luciano Leitoa usou as redes sociais para condenar as tentativas políticas de atrasar a reforma do mercado da Ceasa, tendo como desculpa o argumento de que estão defendendo os interesses da população.

Na visão do gestor municipal de Timon, o atraso na obra não pode acontecer pois trará um prejuízo enorme para a cidade e seus moradores, tendo em vista que a reforma do mercado o deixará como um dos mais bonitos da região, melhorando a vida daqueles que trabalham no local e embelezando a cidade.

Veja o texto abaixo publicado pelo prefeito:

 

A CEASA, A POLÍTICA E A CIDADE.

A obra de reforma e requalificação da Ceasa de nossa cidade, é importante para todos os timonenses, desde aqueles que lá fazem suas compras, como para aqueles que lá da Ceasa retiram seu sustento. Caso a obra não seja iniciada até a próxima segunda-feira (11/07), teremos um prejuízo incalculável para a cidade como um todo, uma vez que não haverá tempo hábil para a concretização do convênio firmado para a execução da obra sem o desrespeito à legislação eleitoral. Não vejo sentido, alguns que fazem política, tentarem induzir pessoas a tomarem atitudes que só vão atrapalhar o andamento da obra e prejudicar todos que ali trabalham em a obra não acontecendo. Etapas mais complicadas já foram superadas, como o projeto, que custou 150 mil reais ao poder municipal, e principalmente garantir o recurso, uma vez que hoje temos depositado na conta do convênio firmado entre a prefeitura e o governo do estado o valor de 700 mil reais para dar início à obra. Dando publicidade do valor total do convênio e a contribuição de cada ente apresento os valores a seguir:

R$ 7.096.322,68 Estado
R$ 373.490,67 Município
Total do Convênio 7.469. 813,34.

Mais uma vez deixo claro que se a reforma não começar na segunda-feira poderemos perder a oportunidade de revitalizar nossa Ceasa, mudando a imagem daquele equipamento que hoje, não dispõe de condições para a prática das atividades lá desenvolvidas, prejudicando a todos que ali garantem seu sustento, pois a situação que se encontra hoje, foi condenada pela vigilância sanitária e pelo Corpo de Bombeiros, tendo o Ministério Público acompanhado ativamente toda a situação. Esse momento não é para se politizar e sim unir forças para que possamos mudar essa realidade, e garantir uma Ceasa melhor para todos nós.

Todo o processo envolvendo essa questão da Ceasa foi sempre transparente, desde o início, e sempre contou com a constante participação dos feirantes e permissionários. Foram três reuniões gerais, onde todos foram devidamente convocados para ouvir informes gerais sobre o como seria o desenvolvimento da obra e a forma como cada um deveria ser acomodado durante o período da reforma. Importante frisar que todas as reuniões foram devidamente registradas (registro documental, fotográfico e de vídeo), de forma a termos toda a segurança e transparência em nossos atos.

Dessas reuniões gerais nasceram grupos setoriais (representantes de cada segmento), com o objetivo de discutir mais especificamente a situação de cada grupo. Infelizmente, o grupo dos representantes de bares e restaurantes não se consolidou (não houve designados por parte dos próprios feirantes), pois ratifico, pela transparência do processo, a Prefeitura não interferiu na formação de qualquer dos grupos que representam os segmentos setoriais, ou seja, não indicou nenhum representante.

Mesmo sem a formação de tal comissão de representantes, a Prefeitura se propôs a firmar acordo com estes, se dispondo a pagar um valor de 300 reais para que os mesmos pudessem alugar um ponto durante o período da obra, para dar continuidade em suas atividades. Além disso, toda a remoção dos bens dos permissionários será realizada também pela Prefeitura, com o objetivo de não onerar eles com essa despesa da remoção.

Dos 32 permissionários de bares e restaurantes, em torno de 18 pessoas já aceitaram a proposta inicial apresentada pela Prefeitura, sendo que 12 já formalizaram o acordo com a Procuradoria do município.

O esforço do Poder Municipal em melhorar a imagem da Ceasa terá reflexo também no entorno, pois após uma reforma tão importante, não podemos esquecer e deixar de requalificar e reordenar também o entorno. As pessoas que hoje exercem alguma atividade no canteiro central da rua 100 (em trailer ou barraca) e os mototaxistas serão recebidos nessa sexta na Prefeitura, pois tratamos inicialmente dos que estão alocados dentro da Ceasa, e agora em momento posterior atendo os que estão no entorno para também discutir a situação deles, assim como discutimos, ouvimos e apresentamos aos permissionários e feirantes da Ceasa. Tenho consciência de todo o esforço feito para que pudéssemos conseguir chegar nessa etapa (projeto, captação do recurso, viagem à São Luís com alguns feirantes, assinatura do convênio, licitação, reuniões com as pessoas que trabalham na Ceasa) e se a reforma não acontecer, a Ceasa terá que ser fechada, pois como disse anteriormente, temos ações nesse sentido baseadas em relatórios da vigilância sanitária e laudos do Corpo de Bombeiros, frisamos, tudo fruto do acompanhamento do Ministério Público. Espero que algumas pessoas que fazem política em nossa cidade, possam olhar a cidade além das eleições, pois a política passa e a Ceasa ou qualquer outra importante intervenção fica para o nosso município e para quem aqui reside. Vejo essa ocasião como um momento de unir forças, e não de provocar discórdia ou induzir pessoas a terem atitudes que em nada contribuem para solucionar a situação atual. Se algumas pessoas que fazem política em nossa cidade não atrapalharem, já seria o bastante. Estou fazendo a minha parte enquanto Prefeito, até por que só temos duas alternativas:

1- Ou a reforma começa até segunda feira próxima dia 11/07/2018 (se não iniciarmos, não teremos tempo da empresa que ganhou a licitação iniciar a obra dentro do cronograma estabelecido, e pela particularidade desse ano ser um ano eleitoral, corrermos o risco de não se fazer a reforma por descumprimento ao que a legislação eleitoral impõe);
2- Ou a Ceasa terá que fechar devido as condições verificadas pela Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiro e Ministério Público.

Espero que possa dar tudo certo e ainda acredito no bom senso das pessoas. Caso contrário, aqueles que agora estão induzindo as pessoas, assumam a responsabilidade de seus atos e possam encontrar um local para centenas de pessoas que ali trabalham, ou façam a reforma da Ceasa com recursos próprios.

Volto a repetir o que disse; não será permitida a venda de bebidas alcoólicas dentro da Ceasa. Isso já foi explicado a todos que vendem bebidas, que para permanecerem com suas atividades na Ceasa após a reforma, ali terão que se adaptar a um outro ramo que seja na área alimentícia, para manter um espaço fixo dentro da Ceasa. Dentro desse propósito, vamos auxiliar na qualificação de todos, com o objetivo único de melhorar os serviços prestados e aumentar as vendas em nossa nova Ceasa.
Dando tudo certo nossa CEASA terá alguns pontos importantes.
1- Um lugar higiênico e de acordo com as exigências da vigilância sanitária, permitindo assim termos um lugar de alimentos e produtos sem riscos de contaminação no local;
2- monitoramento por câmeras;
3- fiscalização e organização;
4- internet para permissionários e clientes;
5- segurança armada;
6- qualificação de todos os feirantes para melhorar nas vendas;
7- padronização de uniformes;
8- atualização do estatuto e regulamento interno discutido e debatido com todos que ali trabalham;
9- divulgação da nova Ceasa, afim de atrair mais clientes;
10- requalificação do entorno.

A imagem que deixamos para muitos que por aqui passam por nossa cidade na BR 316 é “se o principal local de vendas de alimentos é assim, como não será esse povo de Timon”?

Queremos dentre outras coisas, aumentar a autoestima de nosso povo, melhorando a imagem de tão importante ponto em nosso município, dando condições aos que trabalham e aos que fazem suas compras.

Encerro afirmando que “Não se pode politizar uma coisa que é tão importante para nossa cidade“.

Luciano Leitoa

1 comentário

Denis Servio
Comentou em 07/06/18

Essa turma num tá nem aí pra Timon.
Torcem pra q as coisas não aconteçam na cidade pra tirar proveito político da situação.

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