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Polícia divulga a ficha de cada um dos bandidos mortos no Sertão de Alagoas; dona da casa conta como os acusados agiram ao chegarem a residência dela

Armas apreendidas com o grupo

Armas apreendidas com o grupo | Divulgação / Deic

A Divisão Especial de Investigação e Captura da Polícia Civil de Alagoas (Deic) divulgou na manhã de ontem, segunda-feira (12),  um organograma que identifica os 11 homens que morreram durante a operação Cavalo de Tróia, realizada na última quinta-feira (8) em Santana do Ipanema, na Sertão de Alagoas.

De acordo com o delegado Fábio Costa, coordenador da Deic, o organograma mostra a função de cada um dos homens dentro da organização criminosa e os históricos criminais deles, confirmados até o momento.

O coordenador disse ainda que acredita que haja envolvimento dos integrantes da organização em outros crimes e ainda aguarda mais informações de outros estados.

O esquema montado pela polícia mostra que o grupo era dividido em três núcleos, o alagoano, o pernambucano e o interestadual. Veja:

Imagens: Cortesia ao TNH1 / Delegado Fábio Costa

A ação policial com 11 mortos levou a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, a solicitar a Secretaria de Segurança Pública que investigue a operação. A Corregedoria da Polícia Civil também irá investigar a ação, conforme recomendação do Ministério Público Estadual. Uma comissão especial de delegados, designados pelo delegado geral de Polícia Civil, Paulo Cerqueira, vai apurar como se deram as mortes.

Já a Associação dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Alagoas informou que vai protocolar um pedido de concessão de elogios aos policiais que participaram da operação.

 

Dona da casa onde acusados foram mortos relata como agiram os bandidos ao chegarem na residência dela

Casa onde ocorreu a operação ficou com as marcas de tiros

Casa onde ocorreu a operação ficou com as marcas de tiros | TV Pajuçara

A dona da casa onde ocorreu a operação Cavalo de Tróia, em Santana do Ipanema, que terminou com a morte de 11 acusados de assaltos a bancos, conversou nesta terça (13) com exclusividade com nossa reportagem na sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), em Maceió.

A mulher, de 58 anos, foi chamada para prestar depoimento aos delegados Fábio Costa e Caio Rodrigues, mas antes falou pela primeira vez a um veículo de imprensa como foi abordada pelos bandidos, horas antes da ação policial, na zona rural de Santana.

Ela relatou que por volta das 4h da quinta-feira (8), três homens chegaram à residência dela, sendo que dois estavam armados. Eles a mantiveram presa na casa até quase o final da manhã, quando ela foi liberada e procurou abrigo na casa de uma filha, no mesmo sítio da família.

Depois disso, a mulher conta que apenas ouviu os tiros disparados dentro da casa, por volta das 16h. O depoimento ocorreria na sede da Deic, mas foi transferido para a Delegacia de Homicídios.

Depoimento

O advogado Marinésio Luz, que acompanha a dona do imóvel para o depoimento, ainda detalhou que o grupo armado manteve a mulher presa em um quarto, enquanto usufruía da casa e da alimentação.

Advogado da dona da casa ao deixar a Deic em direção à Delegacia de Homicídios. Crédito: TNH1 / Eberth Lins

“Ela não sofreu nenhum tipo de violência física, mas foi ameaçada para não procurar a polícia. Ela nem tinha como sair de lá para procurar a polícia, é uma região de difícil acesso”, relatou.

Ainda de acordo com Marinésio Luz, a dona da casa não conhecia nenhum dos acusados. “Ela ficou muito abalada e também está sendo mal vista nas redondezas”, afirmou.

O delegado Fábio Costa conversou com a reportagem, mas não comentou nada sobre o depoimento.

Do site TNH1, de Alagoas

 

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