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Suspeito de matar dono de academia em Teresina foi preso pela polícia e tem dez passagens pela delegacia

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) confirmou nesta segunda-feira (30) que o suspeito de matar o dono da academia Medley está preso e tem dez passagens pela polícia. Ele foi identificado como Leandro Rodrigues de Sousa, de 21 anos e confessou o crime. O acusado tentou se passar pelo irmão durante uma audiência de custódia, em que foi preso pela receptação de uma moto roubada, mas foi identificado.

O proprietário da Medley Academia, Macelo Henrique Amorim da Silva, foi morto durante assalto. Segundo a polícia, Macelo foi morto de forma aleatória e poderia ser qualquer outra pessoa. O delegado Robert Lavor, que está a frente da investigação na DHPP, acrescentou que o acusado escolheu Macelo porque o identificou como uma vítima mais fácil, que estava saindo do carro no momento, de costas.

“No momento que ele aborda e que pede a chave do carro, ocorre um momento de tensão entre a vítima e ele, e é efetuado o disparo. A vítima ainda tentou correr, mas veio a cair infelizmente já sem forças na calçada. Nessa hora ele retorna ao carro da vítima, pega a chave sem levar a bolsa da vítima, nem nada e sai no carro pela Avenida Maranhão”.

Também de acordo com o delegado, o acusado não soube informar se o disparo aconteceu quando a vítima tentou reagir ao assalto ou correu atrás de Leandro. “Na verdade se trataria de um roubo normal, onde o acusado tinha o objetivo de praticar um roubo para fazer outros crimes em Teresina”.

Robert Lavor acrescentou: “Ele foi preso no último dia 21 de julho, no sábado, em um baile de reggae por estar usando uma moto roubada. Só que ele se identificou como sendo o irmão. No momento da autuação ele deu o nome falso na audiência de custódia, na mesma madrugada, e ia sendo liberado pela receptação da moto, mas a polícia o identificou e viu que se tratava do próprio Leandro e não do irmão dele. Então, ele foi detido porque contra ele já havia um mandado de condenação expedido em 2016, pela morte de um senhor de 74 anos, que aconteceu em 2013”.

Leandro foi identificado como o autor do latrocínio durante a audiência de custodia, porque a polícia já tinha várias características sobre o suspeito e a investigação sobre a morte do empresário estava em curso.

Ainda de acordo com o delegado, Leandro mostrou total frieza e nenhum arrepedimento. A investigação apontou que Macelo foi escolhido de maneira aleatória, e descartou qualquer relação de crime passional.

“É um individuo que já praticou vários crimes, já foi apreendido outras vezes e ele tem uma tatuagem de um palhaço e o número 121, que correspondem ao crime de homicídio no código penal”, disse Robert.

Leandro está preso na Casa de Custódia, em cumprimento à condenação pela morte do idoso em 2013 e vai também responder ao processo pelo assassinato de Macelo, cujo inquérito está sendo concluído.

Vídeos dos crimes

No inquérito constam três vídeos em que o suspeito é identificado pelas câmeras, que comprovam a participação dele no crime.

Um mostra o momento em que o assaltante abordou Macelo Henrique, outro em que o suspeito aparece com três comparsas no carro da vítima realizando um assalto a um posto de combustível na região do Bairro Todos os Santos e outro que mostra o carro passando -em frente à uma empresa -, em direção ao local onde o carro foi encontrado queimado, no bairro Parque Sul, zona Sul.

Outras prisões

Quando menor, Leandro respondeu por sete procedimentos e teve sete apreensões, inclusive uma delas por ato infracional análogo a latrocínio. Depois de maior de idade, ele responde por outros três crimes, sendo condenado pelo crime de roubo a seis anos de prisão. “Apesar de ele ter só 21 anos, entre 18 e 21 ele praticou outros crimes e ficou solto nesse período vindo agora a ser preso novamente”, afirmou Robert Lavor.

Segundo Robert Lavor, houve um “equivoco” que culminou com a saída dele da Major César em janeiro deste ano, quando ele cumpria pena no regime semiaberto. “Um dia ele não retornou e ficou foragido, mas depois foi pego para cumprir a medida sócio educativa de quando era menor ainda. Ficou até janeiro desse ano e deve ter ocorrido um erro de comunicação. Quando ele foi liberado, não perceberam que ele já tinha mandado de prisão quando já era maior, então acabou sendo liberado”.

Assassinato

Macelo Henrique foi morto no dia 09 de julho deste ano, por volta das 16h30, quando saiu de uma das suas unidades de academia, localizada na Avenida Gil Martins, zona Sul de Teresina. A vítima chegou a ser colocada em um carro para ser levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Macelo foi morto a tiros.

O suspeito foi flagrado por câmeras de segurança da região. Nas imagens, ele aparece sozinho usando uma blusa amarela, bermuda listrada e uma mochila nas costas. Ele observa o Macelo em seu veículo do outro lado da avenida, e atravessa para assaltá-lo. A esposa da vítima presenciou o latrocínio.

O carro (Toyota Ethios) da vítima foi levado e utilizado em assaltos na região do Dirceu Arcoverde. O veículo foi encontrado incendiado.


Macelo Henrique (foto: arquivo pessoal)

 

(Do cidadeverde.com)

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