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Patrimônio do presidente da Assembleia do Rio aumentou em 6.387,5% em 20 anos

O deputado estadual Jorge Picciani chegando na Policia Federal
O deputado estadual Jorge Picciani chegando na Policia Federal Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

O patrimônio do presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani, que foi conduzido coercitivamente para depor nesta terça-feira (14) na Operação “Cadeia Velha” teve um aumento de 6.387,5% de patrimônio em 20 anos.

Na declaração de renda de 1994, ano em que o Picciani voltou à Alerj depois de passar pela Secretaria Estadual de Esportes e Lazer e presidir a Suderj, o deputado somava em bens pessoais o equivalente a 413.318,37 UFIRs da época, algo em torno de R$ 160,5 mil atualizados nos dias de hoje. Já na declaração de 2014, apresentada ao Tribunal Superior eleitoral (TSE), Picciani registrou um balanço patrimonial de R$ 10,381 milhões.

Já o deputado estadual Paulo Melo, de acordo com sua declaração de 1997, quando exercia seu segundo mandato na Alerj, tinha cerca de R$ 773 mil em bens e direitos. Em 2014, declarou possuir um patrimônio avaliado em R$ 5.020.321,24, um aumento de 549,54%.

O deputado estadual Paulo Mello chegando na Policia Federal
O deputado estadual Paulo Mello chegando na Policia Federal Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Picciani e Melo só não foram presos neste momento, porque a Constituição estadual, no Artigo 120, estabelece como única possibilidade de prisão provisória de deputados estaduais o flagrante de crime inafiançável, à exceção de casos com licença prévia da Alerj.

Ainda nesta terça-feira, no entanto,os procuradores regionais da República responsáveis pediu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), fórum competente para o caso, que considere flagrantes os crimes atribuídos a Picciani, Melo e Albertassi.No mesmo pedido, foi solicitado também o afastamento imediato dos alvos de suas funções políticas na Assembleia.

Os procuradores sustentam que o flagrante existe, porque o trio de parlamentares comete até hoje crime continuado de lavagem de dinheiro, já que o esquema não cessou, de acordo com a investigação. Este pedido será submetido pelo relator do caso, desembargador Abel Gomes, ao colegiado da Seção Criminal do TRF-2, formada pelos seis desembargadores das turmas de Direito Penal, em sessão especial provavelmente nesta quinta-feira.

Do Jornal Extra

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