Folguedos de Timon 2018
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Deputado Waldir Maranhão tem nas mãos impeachment de Temer



Folguedos de Timon 2018

waldir01A decisão de Teori Zavascki, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) de afastar Eduardo Cunha do mandato de deputado federal instalou um clima de balbúrdia na Câmara dos Deputados, com múltiplas reuniões, declarações, análises, mas poucas certezas. Embora o afastamento não resulte em novas eleições e leve Waldir Maranhão (PP-MA) para a cadeira de Cunha, a permanência do deputado do PP no comando da Casa também é considerada incerta.

Aliado de Cunha, mas ligado ao governador Flávio Dino (PC do B-MA) e contrário ao impeachment de Dilma Rousseff, Waldir Maranhão (PP) é visto por deputados como um político frágil política e administrativamente. Além disso, é um dos investigados na Operação Lava Jato. Aliados de Cunha narraram ao site a inconstância do novo chefe da Câmara, o que já causa preocupação.

Se agir alinhado com Cunha em sua interinidade será alvo de todos aqueles que hoje pedem a saída do peemedebista. Se fizer o contrário, será alvo da grande base de políticos alinhados ao até a madrugada desta quinta presidente da Câmara.

Ao assumir a presidência da Câmara no lugar de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) herda uma questão engavetada pelo antecessor: processo de impeachment do vice-presidente Michel Temer. O alerta foi feito nesta quinta-feira por aliados de Cunha que, em um ato de desagravo, compareceram à residência oficial do peemedebista, que segue recluso.

Nesta quinta Maranhão encerrou a sessão da manhã sob protestos de deputados anti-Cunha, que promoveram uma sessão informal, com microfones desligados, sob a “presidência” de Luiza Erundina (PSOL-SP). Pressionado, decidiu que irá reabri-la na tarde desta quinta.

Pelo entendimento da área técnica da Câmara, a suspensão de Cunha não resulta em novas eleições porque não há vacância do cargo. Mas deputados que falaram com o peemedebista dizem que, em último caso, ele pode renunciar ao cargo de presidente para forçar, aí sim, uma eleição em até cinco sessões –e tentar emplacar um aliado.

Jovair Arantes (PTB-GO), André Moura (PSC-SE), Hugo Motta (PMDB-PB) e Rogério Rosso (PSD-DF) estão entre os cotados.

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